A casa da Babá Quase Perfeita, em San Francisco

Quem não se lembra, com muito carinho e alegria, de ‘Uma babá quase perfeita’, ou ‘Mrs. Doubtfire’, um dos melhores filmes protagonizados por Robin Willians? E da casa onde morava a família de Willians que, na história, recém separado da esposa, se fez passar por mulher para ser contratado como babá dos próprios filhos?

Pois é! A casa, de estilo vitoriano, existe e fica aqui pertinho de mim, em San Francisco. Claro que fui até lá para ver e recordar de um bom momento da minha infância e também deste grande ator que nos deixou. Na calçada em frente à casa, estão dezenas de mensagens escritas à giz em homenagem ao ator. Frases como `nós te amamos`, `vamos sentir saudades`, `você é o melhor`, podem ser lidas por quem passa pela rua. Acredito que, por um bom tempo, a casa será ainda mais fotografada por moradores e visitantes de São Francisco.

Durante minha passagem por lá, as janelas estavam todas fechadas e parecia não ter ninguém em casa. Mas não vou negar que me deu uma grande vontade de tocar a campainha e me convidar para um café. Hoje, o proprietário da casa é um cirurgião plástico, de 79 anos, o qual tem respeitado o carinho dos fãs de Robin diante de sua residência! Para quem vier por aqui e quiser passar por lá, a casa fica na Steiner Street, 2640, esquina com Broadway St. Já a casa onde Robin morava, fica em Tiburon, cidadezinha próxima à charmosa Sausalito. Ainda não tive a oportunidade de ir até Tiburon, mas, quando for, conto para vocês.

Aliás, após a visita à casa de Mrs. Doubtfire, vale descer a Filmore Street, paralela à Steiner, até chegar à Chestnut, onde encontra-se uma série de cafés, restaurantes e lojas. No verão, experimentar as saladas do Blue Barn é ótima pedida!

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E você, tem medo da imigração?

Tem quem arrepie só de pensar na entrada em um outro país. Os medos vão desde o idioma – “será que vou entender o que me perguntarem?” ou “será que vou me fazer entender?” – até o medo de ter a entrada negada. Sim, isso pode acontecer! Ter um visto em mãos não significa que a entrada está garantida. Isso é decidido somente no momento da sua chegada aos Estados Unidos, durante a imigração, que é feita na primeira cidade na qual o avião aterrissa e acontece porque a lei de imigração americana requer que os funcionários vejam qualquer pessoa como um imigrante em potencial, até que seja provado o contrário. É por isso que exigem provas de vínculos com o país de origem e provas de renda para arcar com a viagem.

Tais provas, além de serem apresentadas na solicitação do visto, também podem ser cobradas na chegada aos Estados Unidos. Por isso, tenha com você, na bagagem de mão, uma pastinha com as reservas de hotéis, passagem de volta, seguro de viagem, documentos que demonstrem vínculo com seu país e provas de renda. Aqui vale todos aqueles documentos levados para o visto, ok? Nunca precisei mostrar nada, mas… o seguro morreu de velho! Então, melhor prevenir!

Mas a chegada é assim: você enfrentará uma loooonga fila e, finalmente, será chamado em um guichê, onde o agente vai pedir seu passaporte e o formulário da alfândega preenchido (este é entregue durante o voo). Em seguida, fará uma série de perguntas, como: qual o motivo da sua viagem, quanto tempo vai ficar, onde vai se hospedar, se está viajando sozinho, se conhece alguém ou tem parentes nos Estados Unidos, quanto levou de dinheiro, o que faz no Brasil, se já esteve antes nos Estados Unidos e outras questões do tipo. Às vezes, podem ser muitas e outras vezes podem ser poucas perguntas. Mas a dica é: seja simpático, responda somente ao que te perguntarem, só apresente documentos extras se te solicitarem e diga a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade! Eles são espertos e parece que têm um radar embutido na cabeça que detecta suas intenções. Estando com tudo ok, não há porque ter medo. Ah, e se o inglês for o problema, basta pedir um tradutor.

Eu concordo que dá, sim, um alívio quando vemos um carimbo em nosso passaporte com a aprovação da entrada e a data limite que podemos permanecer no país (geralmente, seis meses para turistas)… então, entre e seja feliz!

Passport immigration stamp

O que levar na mala para os EUA?

Sabe quando você vai mudar de casa, para uma bem menor, e dá aquele aperto só de pensar no tanto de coisas que terá que deixar para trás? Foi mais ou menos isso que senti quando comecei a organizar minhas coisas para vir para os Estados Unidos. Minha vontade era pegar o meu quarto e colocar dentro de uma mala. Mais especificamente, minhas roupas, sapatos e acessórios. Porém, o limite de bagagens nos voos está bem longe disso. Geralmente, podemos trazer conosco duas malas de 32 kg cada, uma mala de mão e um item pessoal, que é uma bolsa ou uma mochila pequena. No meu caso, a vontade era trazer um container dentro do avião. Porém, quando pensamos na variedade de produtos que vamos achar por aqui e nos preços incríveis, mudamos de ideia rapidamente e logo acreditamos que, quanto menos, melhor!

Como vim por tempo indeterminado, usei todo meu limite de bagagem com minhas roupas favoritas e, principalmente, porque, centopeia que sou, trouxe praticamente todos os pares de sapatos (outros virão aos poucos, com as visitas que passarem por aqui), mesmo porque, calçado não é o forte nos Estados Unidos…

No quesito roupa, a dica é: economize no espaço e não economize no bolso. Para os que gostam de comprar, uma mala de mão é o ideal e, chegando aqui, você se abastece de roupas e malas novas. Já cheguei ao ponto de trazer apenas uma bagagem de mão para uma viagem de um mês e vim vestida com roupas, sapato e bolsa que não queria mais, os quais deixei no hotel e comprei tudo novamente.

Ah, importante lembrar que a Receita Federal impõe limites de itens e valores para compras no exterior (sempre bom checar no site para evitar altas taxas no retorno ao Brasil). No entanto, produtos pessoais, como de higiene e roupas que serão usados na viagem, não entram na contagem. Sendo assim, tire as etiquetas de todas as roupas, sapatos, etc. e esteja pronto para essa avalanche de compras.

E não volte de malas vazias para não se arrepender depois!

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Como comprar passagens aéreas baratas

A compra das passagens, para mim, é o melhor momento da preparação de uma viagem. É aquela hora que falamos: “agora eu vou mesmo! Já tenho até data marcada!”

Mas, assim como a fase do visto, ela exige muita pesquisa. Reza a lenda que, quanto antes compramos, melhor preço pagamos e, comigo, tem funcionado muito bem desta forma. Como são viagens longas e programadas para um determinado período, o melhor mesmo é não deixar nada para última hora. As vezes surgem promoções incríveis, com preços excelentes, mas, quando olhamos a data, é para daí a duas semanas. Ou seja: praticamente impossível! Então, acredito que olhar com uns seis meses de antecedência é o ideal.

Para pesquisar os melhores preços, vale entrar em sites que fazem buscas de passagens e checar as companhias aéreas que oferecem os menores valores. Mas, geralmente, estes sites cobram taxas de serviço. Então, para evitá-las, basta entrar no site das companhias apontadas nas buscas e pronto! Não haverá as taxas de serviços. O bom mesmo, na verdade, é contar com o auxílio de agentes de viagens. Para adquirir apenas das passagens aéreas, eles nos vendem pelo mesmo valor que se comprarmos direto com as cias. e ainda conseguem cotações melhores do que nós, leigos viajantes. Além do mais, caso tenhamos problemas com voos ou precisemos mudar a data da viagem, eles nos auxiliam em tudo, até colocar novamente nossa viagem nos trilhos. É uma segurança a mais que temos.

Aliado à passagem, outro importante detalhe é contratar um seguro de viagem, que vai te proteger caso fique doente, necessite de alguma emergência ou, até mesmo, tenha a mala extraviada. São circunstâncias que jamais queremos que aconteçam, mas que devemos sempre estar resguardados. Então, bora pesquisar? Bons preços de passagens para os Estados Unidos é o que não faltam. Até mesmo para a longínqua Califórnia, onde já iniciei vida nova!

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A grande e cosmopolita Chicago

Saí de Ottawa com destino a Chicago, em Illinois. O voo da United Airlines teve duração de 1h30 e foi super tranquilo, mesmo porque fui dormindo da decolagem à aterrissagem. Cheguei ao aeroporto Chicago O’Hare, o principal da cidade. Enorme e super organizado, ali mesmo consegui pegar o metrô e descer na estação Harold Washington Library, a qual fica localizada bem próxima ao hotel onde me hospedei, o Travel Lodge Downtown. Optei por este hotel devido ao custo-benefício. Paguei um bom preço para ficar em uma excelente localização. Porém, o quarto no qual fiquei não era lá grandes coisas. O hotel estava passando por reforma, mas as obras ainda não haviam chegado naquele andar (claro que não). Mas me atendeu bem…

Chicago vista da Willis Tower

Chicago vista da Willis Tower

Estava ansiosa por chegar a Chicago, uma cidade que sempre via na TV e sempre achei que fosse bonita e agitada. Mas não sabia o que estava por me esperar. Cheguei lá mais cedo do que meu noivo – à época, meu namorado -, que ia me acompanhar naquela parte da viagem, pois sempre teve vontade de conhecê-la também. Então, como não consigo ficar parada, ainda mais diante da terceira maior cidade dos EUA, fui logo reconhecer o território. Dei uma volta no quarteirão, onde descobri um Starbucks (oba!) e uma Walgreens (oba!) e depois caminhei rumo às margens do lago Michigan. Foi amor à primeira vista.

Lakeshore e lago Michigan

Lakeshore e lago Michigan

O local é amplo, com pista para corrida e caminhada, belíssima vista para o lago – que mais parece um mar devido ao tamanho -, e atrai centenas de pessoas que ficam por ali aproveitando as tardes de verão. Tem também uma fonte maravilhosa, a Buckingham Fountain, com jatos que jogam a água nas alturas, a qual serviu de imagem de fundo para uma noiva que fazia fotos às margens do lago. Foi nesse curto momento, em que fui até o Lake Michigan, que descobri o motivo da cidade ser conhecida como ‘Windy City’.

Buckingham Fountain

Fiquei por ali um pouco, caminhando, apreciando a beleza do local e ajeitando meu cabelo atrapalhado pelo vento, até dar o horário de encontrar meu noivo no hotel. Quando ele chegou, fomos procurar um lugar para almoçar. Começamos a caminhar pela rua de trás de nosso hotel, a S State Street e, a cada esquina, ficávamos impressionados com os belos prédios e com os trilhos do metrô suspensos sobre as ruas e entre os edifícios. Muita gente por todo lado, de executivos a turistas, cruzando as grande avenidas de Chicago.

Prédios dividem espaço com o metrô no centro de Chicago

Prédios dividem espaço com o metrô no centro de Chicago

É nesta rua que está o famoso Chicago Theatre, construído em 1921, que recebe grandes shows e peças teatrais. O letreiro vertical na fachada se tornou um dos símbolos da cidade. Paramos, tiramos fotos e continuamos nossa caminhada.

O famoso letreiro do Chicago Theatre

Atravessamos pela primeira vez o rio Chicago, e continuamos caminhando e observando o movimento. A rua é repleta de bares e restaurantes para todos os gostos e bolsos. Escolhemos um de comida mexicana e pedimos uma cerveja gelada para acompanhar.

Rio Chicago emoldurado pelos belos prédios da cidade

Rio Chicago emoldurado pelos belos prédios da cidade

Voltamos para o hotel e, depois de um descanso, seguimos para uma noite de jazz. Porque ir a Chicago e não ir a um show de jazz é o mesmo que não ir a Chicago. Chegamos a ir a House of Blues, uma das mais famosas da cidade, porém, a casa estava fechada para um evento particular.

House of Blues

House of Blues

Nos indicaram, então, o Andy’s Jazz Club, logo ali perto e também bem famoso! Partimos para lá e curtimos um excelente show de jazz, com petiscos deliciosos e drinks dos mais variados. Fechamos nossa primeira noite em Chicago com chave de ouro.

Showzinho animado no Andy's Jazz Club

Showzinho animado no Andy’s Jazz Club

O dia seguinte foi bastante agitado. Logo cedo fomos conhecer mais a cidade caminhando (por isso a localização é sempre meu principal motivo de escolha dos hotéis) e fomos até a Willis Tower, enorme edifício, com 110 andares, onde, no topo, está o Skydeck, um observatório todo feito com vidro, até mesmo o chão, de onde podemos avistar toda a cidade. Enfrentamos uma fila grande, mas não poderia perder esta atração. Na fila, ficamos nos divertindo com desenhos de famosos nas paredes, em seus tamanhos reais, para que pudéssemos ver o quanto somos baixinhos (no meu caso) ou altos.

Wilis Tower

Wilis Tower

Lá em cima começa a disputa para pisar, deitar, assentar ou pular nos observatórios. Claro que fizemos todas as poses para as fotos, após passar a aflição de olharmos para os nossos pés e, sob eles, vermos as ruas da cidade.

Pausa para a foto no Skydeck

Pausa para a foto no Skydeck

Flutuando no skydeck, na Wilis Tower

Flutuando no skydeck, na Wilis Tower

Continuamos nossa caminhada pelo centro de Chicago. Esta parte central da cidade é conhecida como The Loop. O tempo inteiro impressionados em como a cidade é um polo econômico e cultural, de tantas atrações e centros empresariais. Cada prédio mais bonito do que o outro, o que dá um charme à parte à cidade.

A beleza dos prédios de Chicago

A beleza dos prédios de Chicago

Chegamos então a outra atração que já estávamos curiosíssimos para conhecer, o Millennium Park, localizado às margens do lago Michigan. Mais especificamente, gostaria de ver de perto a escultura conhecida como Cloud Gate, a qual carinhosamente apelidamos de ‘feijão’.

Escultura The Cloud, no Millennium Park

Escultura The Cloud, no Millennium Park

O feijão é uma escultura desenvolvida pela artista britânica Anish Kapoor. Toda feita em aço sem costura, pesa 110 toneladas e foi desenvolvida com o objetivo de refletir os arranha-céus e as nuvens de Chicago.

Escultura reflete os prédios e o céu de Chicago

Escultura reflete os prédios e o céu de Chicago

Mas o que ela mais reflete são pessoas que ficam ali fazendo poses e fotografando. Algumas chegam a saltar na frente da escultura e depois ficam procurando o reflexo do salto no feijão por horas a fio. Um barato!

Não resisti à foto pulando em frente ao 'feijão'

Não resisti à foto pulando em frente ao ‘feijão’

Logo ali em frente está o Jay Pritzker Pavilion, que, no momento da nossa visita, sediava um show de??? (Um doce para quem descobrir!) JAZZ!!! É claro! A cara de Chicago!

Pritzker Pavilion

Pritzker Pavilion

O Millennium Park é um daqueles locais que dá vontade de passar ficar por todas as manhãs. Não é à toa que nos assentamos no restaurante/bar do parque para uma cervejinha gelada, aproveitando o verão assim como os nativos, já que no inverno sair às ruas é tarefa praticamente impossível!

Outra atração do parque que chama atenção de quem quer que seja é a Crown Fountain, desenvolvida pelo espanhol Jaume Plensa. Trata-se de uma fonte interativa, formada por uma piscina de granito preto e duas torres de vidro, as quais exibem imagens digitais de cidadãos de Chicago. Pelas imagens, é como se eles estivessem jogando água na piscina com a boca. No verão, o espaço é utilizado pelos moradores para se refrescarem. Crianças são os principais usuários.

Crown Fountain

Crown Fountain

Na sequência, fomos caminhar pela avenida Michigan, a principal da região. É lá que está concentrado o melhor comércio e as principais lojas de departamentos. Cruzamos a bela Michigan Avenue Bridge, que levanta suas plataformas para que embarcações atravessem o rio Chicago. Porém, não presenciamos este momento, mas ficamos ali observando a beleza da cidade e dos prédios que a cercam.

Vista da Michigan Bridge

Vista da Michigan Bridge

Continuamos a caminhada até chegar à área mais nobre da cidade, na parte norte da Michigan Avenue, conhecida como Magnificent Mile. Ali estão concentradas as principais grifes do mundo, excelentes restaurantes, museus e hotéis. Também é lá que está o John Hancock Center, prédio com 94 andares, de onde também se tem uma bela vista da cidade.

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Mas, como já havíamos subido na Willis Tower, não fomos ao topo deste. Mas ficamos ali em baixo olhando sua beleza, quando, de repente, meu noivo avistou a melhor parte da cidade: a The Cheesecake Factory, parada obrigatória em qualquer cidade que tenha uma loja da rede. Os pratos são todos incríveis, mas, para mim, as sobremesas fazem as vezes do prato principal. São mais de 50 sabores de cheesecakes, os mais variados e deliciosos do mundo!

Como estávamos a todo vapor com nossa caminhada e com a intenção de visitar um dos mais famosos locais de cachorro quente da cidade, deixamos o pit stop na loja para a volta e optamos por terminar nossa trajetória sobre suas rodas. Pegamos as bikes compartilhadas e fomos pedalando pelas ruas de Chicago e então nos deparamos com… uma praia, a North Avenue Beach. Isso mesmo! Chicago tem praia, com areia fina e gente de biquini tomando sol!

Praia de Chicago

Praia de Chicago

Ficamos ali um pouco, molhei meus pés na água gelada do lago e continuamos o pedal até o The Wieners Circle, a tal lojinha famosa de cachorro quente. Isso porque Chicago é famosa pelo jazz, pelo cachorro quente e pela pizza com recheios gigantescos, que vou falar mais adiante.

Lago que mais parece mar

Lago que mais parece mar

Porém, nos decepcionamos um pouco (‘um pouco’, para ser gentil)! Nosso cachorro quente ganha de zilhões de vezes daquele. O deles: uma salsicha grande, pimenta, pimenta e pimenta, e, no final, mostarda e catchup, para ‘criar’ um molho opcional. É! Porque ele não vem com molho… Imagina isso?? Cachorro quente sem molho? O nosso: salsicha, batata palha e um perfeito molho feito com tomate de verdade, cebola, salsinha e mais um tanto de temperos, depois maionese, catchup, mostarda, vinagrete e o que mais quisermos! Isso sim é um cachorro quente de verdade!

The Wieners - nosso cachorro quente é bem melhor

The Wieners – nosso cachorro quente é bem melhor

Mas valeu o passeio, pois conhecemos um lado mais simples da cidade, onde turistas não devem ir com tanta frequência.

Voltamos para o centro de bike, percorrendo o Lincoln Park, até chegarmos novamente à Michigan Avenue, onde fomos à Cheesecake Factory e aproveitamos a loja Nordstrom Rack para fazer umas comprinhas. Esta é uma ótima loja de departamentos, que vende roupas e acessórios de grife por um preço excelente. São coleções passadas, as quais ganham descontos irresistíveis. Vale a pena conferir!

Pedalando por Chicago

Pedalando por Chicago

Também aproveitamos o final da tarde em um bar, o Bennigan’s, localizado na Michigan Avenue. Uma boa pedida para quem gosta de cerveja gelada e petiscos. Já deu para perceber que eu e meu noivo adoramos, né? Ainda mais em pleno verão norte americano…

Michigan Avenue

Michigan Avenue

Em nosso último dia em Chicago, fizemos uma corridinha de 6 km no lakeshore. Partimos de frente da Buckingham Fountain e seguimos sentido sul, passando pela Notherly Island, de onde tivemos uma visão maravilhosa da cidade e seus inúmeros prédios.

Chicago vista da Notherly Island

Chicago vista da Notherly Island

Também pedalamos pelas movimentadas avenidas da cidade e, por fim, fomos experimentar a famosa Stuffed Pizza, ou seja, pizza estufada. Da forma como os americanos são exagerados, principalmente, quando se trata de comida (as porções são sempre enormes), já se pode imaginar o que é uma pizza estufada, certo? Optamos por ir ao Giordano’s, considerada a stuffed pizza número 1 no mundo. O lugar é super agradável e tem bom atndimento, porém, a pizza demorou um pouco para chegar. Mas, levando em consideração o tanto que fica cheio, perdoamos a demora. Quando o garçom trouxe o nosso pedido, quase caí da cadeira! Explico o motivo por meio da foto abaixo.

Stuffed pizza

Stuffed pizza

Para mim, uma fatia é um almoço e jantar juntos! Tanto é que chegamos ao ponto de comer somente o recheio, de tão grande e bem servida! E o principal, uma delícia! Visitando Chicago, não deixe de experimentar. Faz parte do roteiro obrigatório pela cidade.

Ah, foi neste dia que conheci aquele serviço de transporte que falei neste post, o Lyft! Chamamos um driver para nos levar de volta ao hotel. Um barato!

No dia seguinte, pela manhã, deixamos Chicago com aquela certeza de quem um dia voltaremos. Meu noivo voltou para a casa dele, onde eu o encontraria ao final da minha viagem, e eu, mais uma vez, voltei para o Canadá, agora para visitar a melhor das cidades canadenses que conheci: Vancouver!

Chicago, voltaremos em breve!

Chicago, voltaremos em breve!

New York, a cidade que não dorme

A segunda cidade que sempre mais quis conhecer nos Estados Unidos, New York, (a primeira sempre foi San Francisco, na Califórnia, como já disse aqui), entrou para minha lista de realizações. Recentemente, aproveitei minhas férias de um mês e voltei à América do Norte para desbravar um pouquinho mais dessa super potência. E, como já estaria naquelas bandas lá de cima, também inclui no roteiro o Canadá, país que sempre me atraiu, devido à fama pela qualidade de vida e cultura locais.

Então, programei minha viagem, comprei minhas passagens (os trechos BH/NY e San Francisco/BH, comprei via agência de viagens, a Tia Eliane Turismo, com o querido amigo e agente Reizinho – porque, quando é bom e eu gosto, eu indico! As demais, comprei nos sites das cias aéreas, ao longo do período em que organizei meu roteiro), arrumei minhas malas e parti. A primeira parada da longa jornada foi justamente New York, ícone da sociedade de consumo e a cidade mais populosa dos Estados Unidos. Considerada a capital cultural do mundo, a cidade é dividida em cinco distritos: Manhattan, Bronx, Queens, Brooklyn e Staten Island, porém, quase todas as atrações e a concentração de turistas estão em Manhattan. Bom, não vou ficar aqui explicando o funcionamento da cidade, algo que as milhões de publicações na internet e em guias de viagens se encarregam de fazer. Vou contar como foi a minha primeira visita a New York.

IMG_5168 Vista do Top of The Rock

Aterrissei no aeroporto JFK já sabendo o percurso que teria de percorrer até Manhattan. Como existe uma linha de metrô que parte bem de perto do aeroporto e vai direto para a ilha, optei por ela. Peguei o AirTrain, monotrilho que interliga os oito terminais do aeroporto, desci na estação Jamaica e, lá, comprei o MetroCard. Peguei o metro e, uns 30 minutos depois, desci na estação 42 Street, pertinho do meu hotel, que ficava na esquina da região denominada Times Square. Melhor localização, impossível. Eu sou dessas pessoas que gosta de andar e fazer o máximo de atividades a pé, para conhecer bem a cidade. Então, sempre escolho o hotel pela localização. E acertei em cheio. Já desci do metrô no meio da confusão, com pessoas indo e vindo, carros buzinando, engarrafamentos. Minha primeira reação foi olhar para cima para ver os altos prédios que me rondavam. Dobrei a esquina e já cheguei ao hotel, onde deixei minha bagagem, tomei um banho e rua.

DSCN0315 7ª avenida

Comecei minha viagem caminhando pela Times Square, a região onde se encontram duas das principais avenidas de Manhattan, a Broadway e a 7ª avenida, entre as ruas 42 e 47 oeste. Luzes, outdoors, músicas, lojas, restaurantes, idiomas irreconhecíveis, táxis amarelos, e pessoas, muitas pessoas. Me senti em um formigueiro. Uma poluição visual e sonora impressionante, mas que não deixa de nos fascinar no primeiro momento.

DSCN9623 Times Square

Fiquei parada lá no meio olhando ao meu redor e lembrando quantas vezes já havia visto aquele lugar na TV, principalmente, na noite de réveillon, com aquela bolona descendo e mudando o ano lá no alto do prédio. Agora ali estava eu. Caminhei, entrei em lojas e fiquei encantada com as áreas reservadas para pedestres na ‘praça’, com mesinhas e grandes vasos de flores.

DSCN9625 Outro lado da Times Square

De lá, peguei a 7ª avenida e fui caminhando por toda a sua extensão até chegar ao Central Park, o maior e mais importante parque da cidade. Mas, naquele dia, fiquei só ao redor do parque e deixei para explorá-lo com mais calma durante uma corridinha (porque corrida não tira férias, certo?). Dei uma volta na Columbus Circle, uma bela praça na junção das avenidas Broadway, 8ª avenida e Central Park South. Lá estão localizados belos prédios comerciais, assim como o Time Warner Center, um centro de compras com diversas lojas e supermercado de alimentos orgânicos, o famoso e atrativo Whole Foods. Claro que fui lá fazer umas comprinhas para meus lanches, pois, até então, eu estava super dedicada a manter minha alimentação balanceada durante a viagem, de acordo com as dicas da minha nutricionista postadas aqui.

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Depois, voltei percorrendo a 7ª avenida pelo lado contrário ao que eu havia ido e, chegando à Times Square, já parei no Tkts, bilheteria que fica localizada em baixo de uma grande arquibancada, para escolher qual espetáculo eu iria assistir e já comprar meu ingresso. Vale destacar que os ingressos vendidos nessa bilheteria são mais baratos do que os vendidos nas bilheterias dos teatros, pois, a cada dia, lançam promoções. Vi que o musical do Rei Leão estava em cartaz, mas, como se trata do mais concorrido da Broadway atualmente, não havia descontos para ele. Mas não me importei. Desde Londres, sempre quis assistir e ficava enrolando. Então, essa era a hora. Dei sorte de encontrar lugar na plateia e garanti meu lugar para uma terça-feira, minha última noite em NY.

DSCN9655 7ª avenida e a bilheteria Tkts

Peguei a rua 42 e fui caminhando até a belíssima Grand Central Terminal, a mais bela e importante estação ferroviária da cidade, na qual vale a pena entrar para conhecer o enorme hall.

DSCN9682 Hall do Grand Central Terminal

Alguns passos dali, cheguei ao também belíssimo Chrysler Building, na Lexington Avenue. Considerado um dos mais bonitos prédios do mundo, é um exemplo de Art Decó e conta com uma coroa de aço inoxidável, que brilha no céu de Manhattan. Uma curiosidade é que foi de lá que transmitiram as primeiras imagens coloridas de televisão, em 1940. Vale a pena conhecer o lobby do edifício, onde executivos entram e saem o tempo todo apressadamente. Como adoro ver as cidades iluminadas e, principalmente, os pontos turísticos, esperei a noite cair (o que no verão acontece por volta das 21h), para ver a coroa do prédio com suas luzes acesas.

IMG_5095 Coroa do Chrysler iluminada

No dia seguinte, uma chuvinha pela manhã me levou até o Museum of Modern Art (MoMA), onde vi de perto o quadro The Starry Night, de Van Gogh. Uma multidão fica ao redor tirando fotos. Além dele, uma infinidade de instalações e obras de Picasso, Miró, Henri Matisse, Cézanne e outros. Vale a pena reservar umas 4 horas para percorrer todo o museu e admirá-lo por completo.

IMG_5113 The Starry Night

Saindo de lá, a dica é seguir para o Rockfeller Center, a torre empresarial que concentra escritórios, a sede da emissora de TV NBC e um shopping center no subsolo.

IMG_5294 Praça em frente ao Rockfeller Center

Na frente do prédio, não deixe de ver a estátua de Atlas segurando uma bola que representa o mundo e uma bela praça, cercada por bandeiras de diversos países.

IMG_5298 Imagem de Atlas

Durante o inverno, a praça dá espaço a uma concorrida pista de patinação no gelo, que já foi locação para diversos filmes. Aproveitei que estava ali e resolvi ir ao Top of the Rock, deck de observação do prédio, de onde se tem, na minha opinião, a mais bela vista de Manhattan. De um lado, a parte norte, com o Central Park chamando nossa atenção. Para o sul, o Empire State domina a cena, cercado pelos rios Hudson e East. Passei um bom tempo lá, com NY aos meus pés.

IMG_5189 Central Park

IMG_5195 Empire State se destaca

Ao sair, não deixe de visitar a principal igreja católica de New York, a Catedral de Saint Patrick. Também logo ali ao lado está o Radio City Music Hall, teatro onde são realizados grandes shows e gravados programas como o America’s Got Talent. Nas minhas andanças pela região, acabei descobrindo, sem querer, um lugar super agradável, o Bryant Park, com um grande gramado ao centro, repleto de mesinhas e, ao redor, restaurante, lanchonetes e carrocinhas de cachorro quente. Como eu havia comprado uma salada e estava à procura de um lugar como aquele para almoçar, pronto! Estava mais do que perfeito.

IMG_5223 Bryant Park

Continuei minha caminhada, desta vez rumo ao Empire State Building, o mais alto e mais famoso edifício de New York. O problema é que a atração é tão concorrida, que foi preciso enfrentar 1h30 de fila até chegar minha vez de subir ao 86º andar. Cheguei lá em cima e já havia anoitecido.

IMG_5314 Empire State

Mas essa era minha intenção, ter NY novamente aos meus pés, porém, à noite. Lá do topo tive a certeza de que a espera valeu a pena. A vista é linda. Mas, caso não queira subir nos dois prédios (Rockfeller Center e Empire State), minha dica é subir somente no Rockfeller, pois, dele você pode ver o Empire State Building emergindo no centro de Manhattan.

DSCN9842 Vista noturna do Empire State

Voltei para a Times Square para ir para meu hotel já tarde, por volta das 23h30, e fiquei impressionada com o que vi: a quantidade de pessoas na rua. Gente indo e vindo como se ainda fossem 2h da tarde. Daí comecei a ver o porque desta ser a cidade que nunca dorme.

DSCN9873 Times Square, às 23h30

Já o domingo foi dedicado ao passeio pelo sul de Manhattan. Comecei pegando o barco da Circle Line, no Pier 16. A fila também é bem grande, porém, mais rápida do que a enfrentada no dia anterior. O barco começa o trajeto ladeando Manhattan pelo lado oeste, no rio Hudson, quando passa pela pontinha da ilha, com seus prédios maravilhosos e perto da Elis Island, onde está o Imigration Museum.

IMG_5341 Manhattan vista do barco

Passa também em frente a Liberty Island, onde fica a pequena Estátua da Liberdade. Sim, pequena. Bem pequena. Já sabia disso, mas não nego que tive uma pontinha de decepção ao vê-la de perto. Ainda acreditava que ela fosse maior do que diziam, mas não. Nosso Cristo Redentor ganha de um milhão no quesito beleza, emoção e tudo mais. Aliás, ela deve bater abaixo do ombro do Cristo. Mas também não nego que gostei de vê-la, afinal de contas, era a Estátua da Liberdade ao vivo e em cores na minha frente, e ela é bonita, mesmo que pequena, e representa a liberdade.

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Já voltando para o lado leste de Manhanttan, no rio East, o barco passa sobre aquela que considero a mais bela atração da cidade: a Brooklyn Bridge, que liga Manhattan ao distrito do Brooklyn. A ponte começou a ser construída em 1883 e demorou 16 anos para ficar pronta, o que explica tanta beleza. O passeio é super agradável e dura cerca de 40 minutos. Muito válido.

IMG_5385 Brooklyn Bridge vista do barco, no rio East

Saindo do píer, já ‘caí’ na Wall Street, distrito financeiro da cidade, onde estão localizados prédios como o Federal Hall, o NY Stock Exchange – bolsa de valores de NY, a mais importante do país e do mundo -, o The Trump Building, prédios que concentram sedes de importantes grupos empresariais e financeiros e, ao final da rua, a Trinity Church.

DSCN9961 NY Stock Exchange

Atrás da Wall Street, para o lado oeste de Manhattan, está o National September 11 Memorial & Museum, no qual não se paga para entrar, mas, recomenda-se deixar uma contribuição para manutenção do memorial. O local conta com dois grandes buracos no chão, com 10 metros de profundidade e do tamanho exato de cada uma das torres, os quais representam o vazio deixado pelas vítimas. Sobre eles, um espelho d’água formado por cascatas e, no parapeito ao redor de toda a extensão das ‘piscinas’, estão gravados os nomes das vítimas.

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Fiquei impressionada em ver o tamanho daqueles monumentos e ainda não acreditando nos atentados de 11 de setembro, com certeza, a cena que mais me impressionou, talvez por ter acompanhado tudo ao vivo, o que me fez parecer estar tão perto de tudo. Fiquei olhando para os prédios ao redor, imaginando como se sentiam as pessoas que assistiam a tudo. Mas não dá para ter ideia. Nem quero. O museu ainda está em fase de construção, mas, de toda forma, o memorial é um local que merece ser visitado, apesar de um sentimento estranho ter me invadido. Um local de reflexão e, acima de tudo, símbolo de perseverança.

Logo ao lado, um conjunto arquitetônico, com cinco novos prédios, vem sendo construído, sendo que a torre principal, a WTD1, terá a mesma altura das torres gêmeas, com 417 metros e uma antena de 14 metros no topo.

DSCN0005 Memorial e, ao fundo, os novos prédios

Saindo do memorial, siga até o bairro de Tribeca – o nome representa as primeiras sílabas de Triangle Bellow Canal -, que fica logo ali perto, e é repleto de restaurantes, cafés e lojas despojados, todos localizados no térreo de prédios decorados com as escadas de incêndio nas fachadas. Bom atendimento, ruas bem mais tranquilas do que no restante da ilha e muitas pessoas pedalando -bicicletas são meios de transporte ideais para essa parte da cidade. O bairro é um clássico em plena NY, ideal para descansar das luzes e do agito da Times Square. Não cheguei a ir lá à noite, mas dizem que é super badalada, com bares enchendo bem tarde e permanecendo abertos até de manhã.

DSCN0033 Prédios típicos de Tribeca

Também na região, conhecida como Lower Manhattan, está o bairro de Chinatown, considerado o maior dos Estados Unidos. Cheiros, cores, idiomas, tudo se mistura. As ruas são cercadas por lojas entulhadas de souvenires, temperos, muambas, frutas, produtos falsificados, tudo junto e misturado. Também há aquelas vitrines com animais pendurados, o que não me agrada em nada e, instantaneamente, me fazem dar meia volta. Mas, de toda forma, vale a pena visitar, principalmente se você der sorte de ir lá em um dia em que as lojas clandestinas estiverem de portas abertas (ou seja, quando não há batida policial). Não sou a favor de produtos falsificados, mas é, no mínimo, interessante ver a perfeição das réplicas.

DSCN0060 A colorida e bagunçada Chinatown

Continuando a caminhada, passei pela Foley Square e pelo Civic Center, onde estão localizados os prédios administrativos de New York, como a Suprema Corte e a prefeitura, até chegar à Brooklyn Bridge para, dessa vez, atravessá-la a pé. De perto a ponte é ainda mais linda.

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Por baixo passam os carros e por cima e ao centro há uma travessia para pedestres. Pelo chão de madeira, ficam centenas de pessoas perambulando, tirando fotos, andando de bicicleta, correndo ou apenas paradas à sua beira admirando Manhattan. Cruzei os 1,8 km e cheguei até Brooklyn, o distrito mais populoso da cidade. Fui até o Brooklyn Bridge Park, que também nos oferece uma vista belíssima de Manhattan e seus arranha-céus. A caminhada até o parque é daquelas que te faz pensar: quero morar aqui. Ruas calmas, limpas, arborizadas e casinhas com escada na porta e corrimão de ferro. Queria ter caminhado mais por Brooklyn, porém, não fui muito longe.

DSCN0105 Ruelas do Brooklyn

Dali de perto mesmo já peguei um metrô e voltei para a Times Square. Andar era uma atividade para a qual eu já não tinha mais forças. Aliás, tudo o que eu precisava naquele momento, após visitar tantos locais em um único dia, era de energia. Então, me dei o direito de ir à Carnegie Deli, considerada a melhor delicatessen do mundo. Lá, são feitos os próprios pastries, carnes e pickles. Claro que, ao chegar, havia uma fila na porta, mas, como eu estava sozinha, foi bem rápido conseguir uma mesa.

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De entrada, são servidos os pickles, deliciosos e picantes, do jeito que eu gosto. Já como prato principal, pedi o omelete de pastrame, de comer rezando. Mas, nem bem acabei de almoçar, o garçom já estava entregando a conta em minha mesa. Aliás, isso é bem comum em New York. À princípio, achei um desaforo e, em uma outra ocisião, cheguei a pedir o cardápio novamente e comer uma sobremesa só de pirraça. Mas depois vi que isso é normal na cidade, que tem um ritmo mais acelerado do que qualquer outro lugar do mundo. Então, não se preocupe achando que é falta de educação. Está certo que o atendimento em NY também não é dos melhores, mas nada que vá atrapalhar a viagem.

Mais um dia em NY, decidi visitar o Soho. Mais um bairro de Manhattan repleto de cafés e galerias de arte. Isso sem contar com a avenida West Broadway, com as milhares de lojas de grife, bazares e aquelas lojinhas ideais para quem gosta de garimpar peças descoladas.

DSCN0124 Soho e as ruas de comércio atraente

Lá, as ruas também são decoradas pelas escadas de incêndio. Cada uma mais alta do que a outra, que cheguei a torcer para que ninguém jamais precise usá-las. Depois de andar pelo bairro, sem rumo e sem direção, pegue a Grand Street e vá até o bairro de Little Italy, um pedacinho da Itália em New York. Lá, cantinas com cozinha típica italiana, cafés e gelaterias nos atraem pelos sabores e aromas. Não deixe de experimentar um spaghetti em um dos restaurantes como o Caffe Napoli, Pellegrino’s ou La Mela. De sobremesa, opte pelo sorvete de pistache da Ferrara Bakery & Cafe, localizada na Grand Street.

DSCN0142 Delícias da Ferrara Bakery

Ainda em Lower Manhattan, caminhei até a praça Washington, que mais parece um parque. Pessoas tomando sol, fazendo picnic ou apenas descansando passam a tarde lá. Como a região é cercada por prédios da New York University (NYU), a praça fica tomada por estudantes. E por esquilos, que sempre estão por lá esperando ganhar as tão sonhadas nuts de quem passa por ali. A praça conta também com uma bela fonte em seu centro e o Arco de Washington, que lhe dão ainda mais charme.

DSCN0166 Washington Square

Além disso, o Arco marca o começo da 5ª avenida, a mais famosa de New York. A praça fica localizada no bairro de Greenwich Village, outro que nos faz ter vontade de morar. Casarões antigos e prédios bucólicos tomam conta do cenário, além de infinitas galerias de arte e centros de literatura. Dê uma volta pela Bleecker Street, uma das mais lindas da região.

Depois de uma volta a pé por Greenwich Village, decidi alugar uma bike compartilhada do Citi Bike New York. Você paga U$ 9,95 por 24h e pode usar as bicicletas à vontade, lembrando que é preciso devolvê-las em qualquer uma das estações a cada meia hora, caso não queira pagar multas. Já contei um pouco sobre as bikes aqui, e, apesar de achar que o programa sirva mais para quem mora na cidade e quer chegar rápido em um determinado local, do que para turistas, que querem passear sem hora para terminar, ainda assim, acho que vale muito a pena.

IMG_5507 Pausa na bike para admirar o Hudson River Park

Fui no pedalando pelo Hudson River Park, quando passei pelos Chelsea Piers, que conta com centros de esportes, e passei pelo Intrepid Museum, que exibe a história, a ciência e os serviços relacionados à aviação norte-americana. O museu fica dentro do porta-aviões Intrepid (CVS-11), usado na segunda-guerra Mundial, e expõe ainda um Concord, submarino, barcos e outros aviões.

IMG_5502 Em frente ao Intrepid Museum com meu meio de transporte do dia

Ao chegar ao Central Park, devolvi minha magrela em uma estação e fui caminhando por dentro dele até chegar ao Dakota Building, localizado em plena Central Park West. Este é o prédio onde moravam John Lennon e Yoko Ono e na frente do qual ele foi assassinado. O prédio, construído em 1884, é maravilhoso, com arquitetura Art Noveau, e fica constantemente cheio de fãs tirando fotos ao redor. Eu era uma delas.

IMG_5515 Dakota Building

Logo em frente, novamente no Central Park, encontra-se o Strawberry Fields, uma área do parque dedicada ao tributo prestado por Yoko Ono ao cantor. É lá que está o mosaico com o escrito ‘Imagine’ ao centro, sempre com flores ao redor, deixadas pelos fãs. Se você tiver sorte, como eu tive, ainda pode encontrar algum músico se apresentando por lá e cantando – adivinhem qual música – ‘Imagine’! Foi de arrepiar!

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De lá já decidi percorrer o parque, que é enorme, com 3,4 km quadrados de área. No caminho você verá zoológico, lagos, barquinhos, parquinhos infantis, pistas para equitação, bicicleta e corrida, pontes, enfim, tudo o que um parque merece ter.

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Mas o que mais me chamou atenção foi o Belvedere Castle, concebido em 1865, que fica bem ao meio do parque e, além de ser lindo, possibilita uma visão de 360 graus do parque. O castelo também conta com teatro, estação meteorológica e exposição de artefatos como microscópios e telescópios.

IMG_5533 Belvedere Castle

Depois da volta ao parque, voltei para o burburinho e fui caminhar pela 5ª avenida, a mais famosa da cidade e onde se concentram as lojas de luxo, assim como a loja da Apple, a mais bonita que já vi, mas também a mais cheia, que chega a ser insuportável ficar lá dentro. Os preços em NY não são tão atrativos quanto de outras cidades americanas, mas, para quem for visitar somente a Big Apple, vale a pena fazer compras por lá (já que no Brasil isso está ficando cada vez mais difícil).

Também caminhei pela bela Park Avenue, onde está o localizado o cinco estrelas Waldorf Astoria. Você deve conhecê-lo, pois foi lá que o coronel Slade e Charlie se hospedaram ao chegarem a NY, no filme Perfume de Mulher. Super luxuoso, vale a pena entrar para ver o saguão, onde está um grande mural com fotos dos hóspedes ilustres, entre eles, meu ídolo Paul McCartney.

DSCN0253 Park Avenue

No dia seguinte, fui usufruir do restante das minhas horas de City Bike. Peguei uma cedo, na Broadway, e pedalei por toda a 5ª avenida, até chegar novamente à Washington Square; retornei ao Hudson River Park, desta vez pedalando sentido sul; passei pelo World Financial Center, com prédios maravilhosos e bem localizados, logo em frente ao North Cove Yatch Harbor, com lanchas incríveis; fui ao Battery Park e peguei a Franklin Roosevelt Park, passando por baixo da Brooklin Bridge.

IMG_5571 De novo, admirando a ponte

Vale lembrar que eu ia devolvendo a bicicleta a cada meia hora, localizando as estações mais próximas por meio do aplicativo City Bike para celular, que funciona por meio de GPS. Em certo momento, no Chinatown, tive dificuldade de devolver a bike, pois ela não encaixava de jeito nenhum nas estações. Tentei diversas vezes e até tive ajuda de um senhor chinês, que, preocupado, já estava ligando para a assistência, quando, por sorte, consegui devolver a bicicleta. A esta altura já tinham passado os 30 minutos e meu banco no Brasil já havia enviado uma mensagem de cobrança do cartão de crédito ao meu celular. Mas não me preocupei. A multa é baixa (não se compararmos com o valor da diária) e foi somente uma. E multa em NY é multa em NY, né? (Nada disso.. multa é multa e devem ser evitadas!).

Cheguei novamente a Times Square, onde peguei o metrô e fui visitar a amiga de uma amiga, que hoje é também minha amiga. Ela mora em NY e trabalha no Bareburger do Queens, uma sanduicheria muito top e recomendada pelos guias Michelin e Zagat.Todos os produtos são orgânicos e fresquinhos e há diversas opções para vegetarianos. Ao ver o cardápio, fiquei um pouco perdida, sem saber o que pedir entre tantas opções atrativas. Então, claro, pedi uma dica do que escolher e acabei experimentando um sanduíche de carne de búfalo. Sensacional. Também experimentei uma cerveja, a Lagunitas, produzida na Califórnia.

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No final, já que tinha enfiado o pé na jaca, resolvi fechar com chave de ouro: de sobremesa, milk-shake de banana com peanut butter. Chorei! Não tem como explicar. Só mesmo, indo a uma das lojas para experimentar (vou tentar fazer em casa!!!). Comi tanto, que voltei para o hotel andando. Isso significa que atravessei a Queensboro Brigde, que, por sinal, proporciona uma vista linda, e caminhei da 1ª à 7ª avenida. (Abro aqui um parênteses para falar que, ladeando a Queensboro Bridge, há o Roosevelt Island Tramway, um bondinho suspenso que liga Manhattan ao Queens. Não tive tempo de fazer o passeio, mas, com certeza, deve valer a pena).

IMG_5591 Bondinho visto da ponte, com um belo final de tarde

À noite, lá estava eu, enfrentando a fila quilométrica para chegar ao meu lugar no Minskoff Theatre e assistir ao Rei Leão. Novamente, não tem como explicar o tanto que é lindo. Só mesmo vendo o musical, que me arrancou lágrimas, tanto pela história e pela perfeição da apresentação, quanto por lembrar que aquela era minha última noite na Big Apple.

Saí de lá com a certeza de que tenho que voltar à Capital do Mundo, New York City, Big Apple, City that Never Sleeps, ou qualquer um dos diversos outros apelidos desse lugar incrível, que encanta, seduz e faz sonhar. O que me conformava é que no dia seguinte eu iria para mais um destino incrível: Toronto, no Canadá.

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Las Vegas das luzes e dos jogos

Nunca tive o sonho de conhecer Las Vegas. Aliás, para mim, os Estados Unidos se resumiam a apenas duas cidades que eu gostaria de conhecer: lá na frente da fila, São Francisco, na Califórnia. E beeeem lá atrás, New York. Até que um dia, do nada, dando uma bisbilhotada nas promoções do segundo blog que mais gosto na vida, Melhores Destinos, encontrei uma super e irresistível promoção para Las Vegas. Já estava com a data das férias em mente e, quando chequei a oferta para a data pretendida, páh! Tinha! E de Las Vegas a San Fran é um pulo. Comprei! De supetão! No susto! Voos Rio/Vegas/Rio garantidos. O resto, eu resolveria depois.

Mas, como ‘ansiedade’ é meu segundo nome, logo comecei a planejar meu roteiro, que deveria incluir San Francisco. Pesquisei, pesquisei, pesquisei e optei pelo seguinte trajeto: Las Vegas, San Francisco, Los Angeles, San Diego e Las Vegas de novo, pois meu voo de volta ao Brasil partia de lá. Então, comecei a reservar os hotéis (pelo Expedia, um site bem bacana, confiável e fácil de navegar) e comprar os voos. Aliás, os preços da hospedagem em Vegas são de impressionar, de tão baratos. Hotéis completos, com grandes quartos, área de lazer, diversos restaurantes, cassinos, capelas (cuidado quando beber demais!), shows e espetáculos, lojas, e atrações variadas como shoppings centers, circo, parque de diversões, e por aí vai…

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Quando minhas férias chegaram, parti. Sozinha! Porque, já saibam de uma vez, companhia ou a falta dela não são empecilhos para que eu bote os pés na estrada. Inclusive, depois contarei aqui como é viajar sozinha! Mas, agora, vou contar de Vegas, que não era meu sonho de consumo no quesito viagens, certo? Agora é. E de novo e de novo. Apesar de que acho que uma única visita basta para conhecê-la. Mas revivê-la deve ser bom demais.

A emoção da viagem começa logo no voo, quando sobrevoamos o Grand Canyon. É incrível ver aquele imenso buraco no chão… lá de cima dá para ver perfeitamente um platô com grandes cavidades irregulares e um enorme deserto ao redor. Minutos depois, o avião começa a descer em Vegas.

IMG_2148 Grand Canyon

Antes de aterrissar, é possível identificar alguns hotéis, como o Luxor, com sua grande pirâmide, e a torre do Stratosphere, a mais alta da cidade. Ao descer, o clima do deserto já nos dá as boas vindas. Seco e quente, muito quente. Mas abstraí, peguei um táxi junto com amigos do vôo (o aeroporto é praticamente no meio da cidade, então, esse é o melhor meio de transporte) e fui direto ao meu hotel, o Excalibur, localizado na Las Vegas Boulevard, mais conhecida como The Strip – aquela avenida principal da cidade, onde se concentram a maioria dos hotéis, lojas e restaurantes. Inclusive, se for a Vegas, opte por um hotel nesta avenida ou bem próximo dela, pois é possível fazer muita coisa a pé e você fica no meio do burburinho!

DSCN8751 The Strip vista da Torre Eiffel

Ao entrar no hotel, dei de cara com um enorme casino. Chega a ser difícil localizar o balcão do check-in, de tanta gente, máquinas e roletas. E é assim em praticamente todos os hotéis. A cada passo, um casino. Como não sou muito fã de jogos, não fiquei presa a eles, mesmo porque, não tive sorte de principiante e não ganhei nem meio centavo. Mas, para quem gosta, é um prato cheio!

DSCN8814 Casino no Excalibur

Mas a sinalização é bem boa e, como é uma cidade que vive do turismo, sempre há algum funcionário do hotel simpático e pronto para ajudar. Fiquei em um andar alto e fui direto para a janela, que me dava uma bela visão de toda a avenida. Em seguida, desci para conhecer o hotel, o que é bastante importante e interessante também. É bom saber o que eles oferecem, pois, caso precisemos de algo, às vezes nem é necessário ir para a rua. Além de que o próprio reconhecimento da área já é um passeio.

Fui então bater perna pela The Strip. E haja perna. Como as ruas da cidade são muito largas e movimentadas, quase não há faixa de pedestres. Para atravessá-las você sobe escadas rolantes, escadas comuns ou pega elevadores que te levam até uma passarela que cruza as avenidas por cima. E, por muitas vezes, ao sair das passarelas, você é obrigado a entrar nos hotéis para chegar novamente às ruas. Mas não se preocupe com isso, pois em Vegas as grandes atrações são os hotéis e resorts. Grande parte da sua viagem será dentro deles.

DSCN9036 The Strip

Caminhei bastante. Passei pelo New York New York, que tem várias montanhas-russas circulando suas torres; o MGM Resort, onde há o espetáculo ‘Kà’, do Cirque du Soleil; logo ao lado, o Show Case Mall, com centenas de lojas, e a M & M’s World, paraíso para nós, chocólatras. Passei ainda pelos hotéis Monte Carlo, Mandarin Oriental, Cosmopolitan, Aria e Planet Hollywood. Há também as lojas e restaurantes que valem uma visita como o Harley Davidson Cafe, o Miracle Miles Shops. E, dando uma volta pelos malls, percebe-se que as compras na cidade valem a pena. Mas calma. Não saia comprando tudo o que vir pela frente, pois ainda virá a parte dos outlets.

IMG_2169 Atravessando uma passarela

DSCN8731 Escadas rolantes são os principais ‘meios de transporte’

Continuando minha caminhada, cheguei ao hotel Paris Las Vegas. De cara já gostei, pois tem uma enorme Torre Eiffel na frente, onde podemos subir até o topo e ter uma vista maravilhosa da cidade.

DSCN8742 Hotel Paris Las Vegas

Cheguei lá pouco antes de escurecer e peguei o horário mais incrível: quando as luzes de Las Vegas começam a aparecer, dando um colorido mágico à cidade. Aproveitei e assisti lá de cima, de camarote, ao Fountains of Bellagio, um show de águas e luzes que acontece diariamente, de 30 em 30 minutos durante a tarde, e de 15 em 15 à noite, no lago artificial construído em frente ao hotel Bellagio. Vale lembrar que no Bellagio também há outras atrações, entre elas o espetáculo ‘O’, do Cirque du Soleil.

DSCN8767 Fountains of Bellagio

Depois desci e não resisti aos encantos do restaurante localizado no Paris Las Vegas, chamado Mon Ami Gabi, um restaurante lindo, a cara de Paris, onde, claro, a cozinha é francesa. Não consegui mesa na varanda, voltada para a The Strip. Mas não me importei. Só pelo aroma já estava satisfeita. Comi um steak au poivre (amo essas pimentinhas) com batatas fritas. De comer rezando. Fica aqui uma dica imperdível. Em outra ocasião, voltei lá para comer a Caesar Salad, que adoro! Também de comer rezando. Ainda servem café da manhã, sobremesas e cardápios glúten free para os adeptos das refeições saudáveis! Se fosse hoje, optaria por esses! Apesar que durante uma viagem não podemos ficar obcecados, certo? Temos que experimentar os sabores! Voltei ao hotel já no começo da madrugada, por volta de 1h. Mas o burburinho das ruas continuava na mesma intensidade. A cidade não dorme. Funciona 24h, com cassinos e baladas fervendo de gente.

DSCN8799 The Strip à noite

No dia seguinte, acordei com dois objetivos principais. O primeiro deles, ir até aquela placa luminosa ‘Welcome to Fabulous Las Vegas’. Não foi difícil descobrir onde ela fica. Na própria The Strip, sentido sul. Caminhe em direção aos hotéis Luxor e Mandaly Bay e continue até o Bali Hai Golf Club. Pronto! A placa fica logo ali. De um lado escrito ‘Welcome to Fabulous Las Vegas’ e do outro ‘Drive Carrefully. Came Back Soon’. Lá fica um rapaz tirando fotos dos turistas. Ele até sugere algumas poses, mas vocês podem fazer a que quiserem, que ele faz os cliques. Vale a caminhada.

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Na volta, peguei o ônibus Deuce Bus, que percorre a The Strip de cima em baixo, durante 24h. E o bacana é que você pode comprar os tíquetes, nas maquininhas presentes no próprio ponto de ônibus, e usá-los quantas vezes quiser por 24h, 3, 5 ou 30 dias. Bem econômico, prático e confortável, uma vez que os ônibus são de dois andares e com ar-condicionado.

parsons+deuce Deuce Bus

Desci em frente ao MGM Resort, pois queria resolver meu segundo objetivo: ir até a loja Grand Canyon Experience comprar meu passeio para aquele lugar que, lá do céu, já havia me encantado. São diversas opções de passeios. De avião, de helicóptero, de ônibus, de van, com barco, etc. Além disso, você pode optar pela parte do Grand Canyon que quer conhecer: norte, sul ou oeste. Tinha a ideia de ir àquela que tem o Skywalk, a ponte de vidro que ‘invade’ as fendas no chão. Mas, por indicação de várias pessoas que eu havia pedido opinião, acabei optando pelo lado sul que, segundo elas, é o mais bonito. Então comprei meu passeio para o dia seguinte (que vale um post à parte) e continuei minha árdua (devido ao calor), mas animada, tarefa de explorar Vegas. Peguei novamente o Deuce Bus e fui perambular pelas atrações que ficam ao norte da The Strip.

Em frente ao Bellagio desci do ônibus, local onde tinha parado no dia anterior. Daí vem o Caesars Palace, famoso por ter servido de locação para as aventuras do trio maluco da comédia ‘Se beber não case’, além de ser maravilhoso por dentro e por fora.

Caesars-Palace-Las-Vegas-United-States Caesars Palace

Pelo hotel você tem acesso a um dos melhores shoppings da cidade, o Forum Shops. Dando uma volta por lá, descobri o paraíso: uma unidade da The Cheesecake Factory, parada obrigatória para quem gosta de doces. São diversas opções de cheesecakes, com variados tipos de chocolate, morango, Oreo, piña colada, peanut butter e várias outras. A loja também conta com restaurante e oferece diversos pratos que, confesso, não provei. Tentei voltar lá para experimentar, mas não era possível trocar as cheesecakes pelos pratos. Ou seja, o doce virou meu almoço. Sugiro provar as de peanut butter (manteiga de amendoim, o que é bastante tradicional na cozinha dos americanos), tiramissu e chocolate Godiva. Comi outras também e todas excelentes. Mas essas três são excepcionais.

IMG_0856 Cheesecake de chocolate Godiva! Perfect!

Seguindo pela The Strip, você passa ainda pelo The Mirage, hotel onde é apresentado o espetáculo Love, do Cirque du Soleil, com a trilha sonora inteira com músicas dos Beatles, como All you need is love, Something, Get Back, Help, Lucy in the sky with Diamonds, entre outras. Esse, é claro, foi o que optei por assistir. Os ingressos não são muito baratos, variando de US$ 80 (com vista desfavorecida) a US$ 180. Fui na categoria C e fiquei bem feliz com a localização. O show é todo de acrobacias aéreas e danças. Vale a pena demais!

DSCN9096 Must love, ‘Love’

Mas, além do Cirque, há uma infinidade de outros espetáculos em Vegas, como os da Broadway, Jersey Boys, no Paris; ou Priscilla e Rock of Ages, ambos no Venetian.

Já meu terceiro dia foi dedicado à ida ao Grand Canyon, que, como comentei antes, vou contar em outro post. No dia seguinte, peguei o Deuce Bus e desci em frente ao The Venetian, que simula uma das mais belas cidades italianas. Lá na porta, é como se estivesse na praça de San Marco, com o Campanário e a Basílica de São Marcos; além da bela ponte Rialto.

DSCN9044 The Venetian

No interior do prédio, um canal de verdade pelos corredores, onde turistas ficam passeando de gôndola, em meio às lojas e restaurantes. Quando olha para cima, o teto simula o céu, ficando difícil saber se é verdadeiro ou pintura, de tão bem feito. Não deixe de ir ao restaurante de cozinha asiática TAO. Peça o sashimi de salmão com abacate e cebolas crocantes e os sushis de camarão. Uma delícia os dois pratos. TAO também dá espaço a uma das mais famosas baladas de Vegas, que ainda pretendo ir quando tiver a oportunidade de voltar à Vegas. No The Venetian também há um shopping, o Grand Cannal Shoppes, com lojas luxuosas.

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De lá, fui ao Fashion Show Mall, mais um dos inúmeros shoppings de Vegas e, depois, peguei o Deuce Bus e fui até o Premium Outlets North, para conhecer as lojas e pesquisar preços. Ainda não quis fazer compras, pois minha viagem estava apenas começando e ficar rodando com mala grande não é uma boa opção. Mas as tentações são muitas, com 150 opções de lojas e ótimos preços. Há também o Premium Outlets South, mas com menos lojas, por isso, nem cheguei a ir até lá.

Peguei o ônibus de volta e desci na Fremont Street, em Downtown. Lá é onde Las Vegas começou. São cinco quarteirões históricos, porém, não fique imaginando que verá construções antigas como nas históricas cidades brasileiras. O antigo de lá é diferente ao que estamos acostumados a ver na própria Vegas, andando pela The Strip, onde a modernidade toma conta do espaço. Mas, mesmo assim, as luzes e o vai e vem de gente é constante.

DSCN8859 Old Vegas

Em ‘old Vegas’ os hotéis são mais antigos, assim como os restaurantes e cassinos. Coincidência ou não, as pessoas que frequentam e se hospedam por lá são mais velhas. Há bares e atrações na rua durante todo o dia e noite. Mas, na minha opinião, lá vale apenas para um passeio. Não é um local onde eu ficaria.

Mais um sinal para o Deuce Bus parar, subi a bordo e segui para a frente do Treasure Island para assistir à apresentação Sirens of TI, um show que conta a história de sereias que atraem os piratas com suas melodias. A apresentação reúne música e fogos e acontece todos os dias às 19h, 20h30 e 22h.

DSCN9051 Tresure Island

No dia seguinte, dei sequência à minha viagem, passando por San Francisco, San Diego, Los Angeles (que também vou detalhar em outros posts), para, então, voltar a Las Vegas, onde fiquei por mais dois dias antes de voltar ao Brasil. Aí sim, voltei ao outlet para fazer compras, inclusive de uma nova mala para trazer de volta as novas aquisições.

Também aproveitei para pegar uma balada em Vegas, no Rain Nightclub, no hotel The Palms. A noite é bastante animada e os DJs agitam as pistas com house music até altas horas. Lá não é cobrada entrada, no entanto, o valor deve estar embutido no preço dos drinks, que são bem salgadinhos. E baladas em Vegas é o que não falta. Outras famosas são Haze, no Aria; XS, no Encore; LAX, no Luxor; Hakkasan, no MGM Grand; Tryst, no Wynn Las Vegas; The Act, no Palazzo, e mais uma infinidade de nightclubs.

No último dia fui ao PBR Rock Bar & Grill, onde os turistas podem se aventurar em um touro mecânico no meio do bar. Os pratos também são uma delícia, como o frango defumado com quesadillas.

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Depois segui para o The Stratosphere, o hotel que conta com a mais alta torre de Vegas e, lá no topo, um parque de diversões com apenas quatro brinquedos, os Thrill Rides. Para se aventurar, você pode comprar os tíquetes de acordo com seu interesse. Cada um custa US$ 15, exceto o Sky Jump, que custa US$ 109. Nele, você desce lá de cima em queda livre, preso por um cabo de aço. Não foi dessa vez. Preferi encarar logo o que mais me pareceu assustador: o Insanity. As cadeiras ficam presas a braços que são levados para fora do prédio, se inclinam a 70 graus e ficam girando em alta velocidade. Com muita coragem, me agarrei à cadeira e consegui manter os olhos abertos, vendo Vegas aos meus pés. A sensação que tive é de que não sairia mais dali e parecia que não acabava nunca. Mas, como adoro adrenalina, gostei de mais essa experiência. Outras opções são o X-Scream e o Big Shot, porém, bem menos assustadores.

DSCN0421 Insanity

Saindo de lá, já era hora de voltar ao hotel, descansar um pouco e encarar o voo de volta ao Brasil, já com saudade de Vegas e das outras cidades maravilhosas que tive a oportunidade de conhecer. Esta viagem teve um bom resultado: mudou minha ideia sobre os Estados Unidos, fazendo com que passasse a ocupar um dos primeiros lugares na minha lista de países a serem visitados.

DSCN8821 I hope so!!!!