Uma manhã no Lake Merritt

Quando se fala em visitar a Califórnia, as pessoas pensam, quase sempre, em três cidades: Los Angeles, San Francisco e San Diego. Realmente, estas são as mais turísticas e mais visitadas do estado. Porém, os arredores podem guardar as melhores surpresas. Neste final de semana, por exemplo, fui conhecer o Lake Merritt, em Oakland, cidade vizinha de San Francisco, e me encantei, não apenas com o lago, mas com a cidade inteira.

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Antes, eu a enxergava mais como a cidade portuária da Bay Area, mas pude ver que o lugar tem muito mais a oferecer. O Lake Merritt, por exemplo, é um ponto que vale a pena ser visitado. Com 5,5 km de extensão, é circundado por ilhas artificiais que refugiam aves; boat center, onde podem ser alugados botes, canoas e aulas de remo; um parque infantil, o Children’s Faryland; além de belos edifícios e uma pista de jogging ao longo de todo o percurso.

Aos domingos, o movimento é intenso. Gente indo e vindo, correndo, caminhando e pedalando. Com pouco tempo em cima de uma bicicleta pudemos conhecê-lo por inteiro e ainda paramos para fotos e para admirar as vistas de diversos ângulos.

Vale destacar que o Lake Merritt foi constituído como o primeiro refúgio de vida selvagem do país, em 1870, e listado no National Register of Historic Places (Registro Nacional de Lugares Históricos), em 1966. Para chegar até Oakland e visitar o Lake Marritt, basta pegar a linda Bay Bridge, que já citei em outras notas!

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Bubba Gump, o melhor dos restaurantes temáticos de San Francisco

Sabe aquele restaurante que você vai pela primeira vez e se apaixona? Não só pela comida (que nem foi o ponto alto a meu ver), mas pela ambientação e temática! Foi assim que aconteceu na minha primeira visita ao Bubba Gump Shrimp Co., em Monterrey, na Califórnia. Na realidade, trata-se de uma grande rede, com lojas em diversas cidades norte-americanas e também fora do país, como Hong Kong, Londres, Kuala Lumpur, Tokyo e outras.

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Dizem que a vida imita a arte e foi isso que inspirou o grupo a inaugurar o restaurante de frutos do mar baseado em um dos filmes mais incríveis da história do cinema: Forrest Gump, estrelado por Tom Hanks. Quem assistiu se lembra que o melhor amigo de Forrest, o Bubba, era apaixonado por camarões e, após ele morrer, Forrest presta uma homenagem ao amigo ao criar a Bubba Gump Shrimp Co.

Pegando carona no sucesso do filme, a rede começou sua história justamente em Monterrey, em 1996, e, de lá para cá, não parou mais de crescer. A decoração encanta logo na entrada, nos dando a sensação de estarmos no set do filme, devido às réplicas de objetos de Forrest, como mala, sapatos, camisas, etc. As telas espelhadas pelo salão, claro, são preenchidas pelo filme Forrest Gump. Para que o garçon vá a sua mesa, basta deixar à vista a placa escrita ‘Run, Forrest, Run’. Para desmontrar que está satisfeito, a placa ‘Stop, Forrest, stop’ faz as vezes. Aliás, ficar satisfeito no Bubba Gump é tarefa simples, vide o tamanho dos pratos, sempre bem servidos.

O cardápio é bastante variado, quase todo composto por frutos do mar e com opções para todos os gostos. Mas, vamos assumir que o camarão é a estrela do local, aparecendo nas formas assada, frita, salgada, doce, e por aí vai! Isso sem contar com a loja, onde se pode comprar diversos itens referentes ao filme!

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Walnut Creek, minha nova cidade

Três meses após minha chegada, posso dizer que estou, parcialmente, ambientada. A saudade ainda aperta e me faz saber que o Brasil é, definitivamente, o meu lugar! No entanto, eu vim por livre e espontânea vontade e vou seguindo super feliz com minha nova vida, cheia de descobertas e aprendizados.

Moro em uma cidade linda, segura, limpa e com pessoas educadas. Até o nome é uma graça: Walnut Creek, traduzindo, riacho de nozes, representado, logicamente, por um riacho que percorre boa parte da cidade e por inúmeros esquilos que aqui vivem, comprovando que, por aqui, tem nozes!

Aqui os dias são lindos, sem uma nuvem no céu. Agora estamos em pleno outono, com as folhas das árvores mudando de cor, temperaturas baixando, indo dos 9 aos 18 graus Celsius, e a noite chegando mais cedo, por volta das 17h30! Uma deliciosa forma de nos prepararmos para a chegada do inverno!

Árvores vermelhas! Mais lindo outono do mundo!
Típico outono norte-americano!

Na cidade, as ruas são largas e arborizadas. O centro, minha nossa! Segura o bolso! O Broadway Plaza, shopping center daqui, é a céu aberto e traz lojas como Neyman Marcus, Apple, Coach, Sephora, Victoria Secret, Bare Minerals, entre outras. Além disso, lojas como Forever 21, Macy’s, Nordstrom e Target também estão por aqui! Percebo que muita gente de cidades vizinhas vem a Walnut Creek para compras ou até mesmo para aproveitar a noite agitada e a infinidade de restaurantes. Um receptivo e tanto, não é mesmo?

Simpática pracinha no centro de Walnut Creek
Simpática pracinha no centro de Walnut Creek

Quem for visitar São Francisco, vale a pena pegar o carro e conhecer as cidades da Bay Area, lindas, aconchegantes e com diversas atrações, a começar pela Bay Bridge, a ponte que divide San Fran da região! Mapa nas mãos e divirta-se!

Halloween nos EUA

No Brasil, Dia das Bruxas. Em inglês, Halloween! Todo mundo já ouviu falar e alguns, já até comemoraram em festas realizadas, principalmente, por escolas de inglês. Mas, a realidade é que o Halloween se tornou uma das festas mais tradicionais e culturais nos países anglo-saxônicos, em especial, os de língua inglesa como Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda e Canadá. E, hoje, na aula de inglês, aprendemos um pouco sobre esta festa tão adorada pelos norte-americanos e venho compartilhar com vocês!

A palavra Halloween teve origem na Igreja católica.
 Vem da celebração do dia 1 de novembro, o Dia de Todos os Santos.
 Sendo assim, Halloween é uma versão encurtada de “All Hallows’ Even” (Noite de Todos os Santos), ou seja, a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows’ Day). A data marca, também, o fim oficial do verão e o início do ano-novo céltico.

Mas, você deve estar se perguntando: se é um dia de santos, porque vestir roupas assustadoras?

A parte tenebrosa do Halloween veio dos Celtas, que associavam a chegada do inverno com morte e espíritos. Reza a lenda, que os espíritos dos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir. Então, os celtas acreditavam que, para evitar que isso acontecesse, bastava que eles se vestissem de maneira assustadora, a fim de espantá-los ou fazê-los pensar que aqueles corpos já estavam possuídos. Surgia assim o Halloween, que, na sequência, ganhou diversos símbolos como bruxas, esqueletos, corujas, gatos negros, fatasmas…

As abóboras cortadas e iluminadas com uma vela, chamadas de Jack O’Lantern,
 eram feitas para espantar os espíritos de casa. Hoje, a criatividade corre solta para a customização das abóboras, que podem ser compradas nos chamados Pumpkin Patch, espaços montados especialmente para vender o produto, em diversos tamanhos! (A da foto abaixo foi feita pela minha cunhada, em homenagem ao San Francisco Giants, time de baseball que vem apresentando excelentes resultados no World Series, principal campeonato do país!)

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Há ainda a brincadeira Trick or Treat (doce ou travessura), também introduzida pelos irlandeses, que, naquela época, iam de porta em porta, angariando comida para as festas de Halloween em suas vilas. Hoje, as crianças vão às ruas fantasiadas e pedem doces a seus vizinhos. Caso eles não tenham nada para oferecer, devem fazer uma travessura. É comum, no dia 31 de outubro, ver crianças voltando para casa com uma infinidade de doces nas mãos!

Mas, confesso que, desde que cheguei (agosto), o que mais tem me impressionado é ver como a data movimenta o comércio. Lojas temporárias são montadas para vender fantasias, cardápios de bares e restaurantes se enchem com novas receitas feitas com abóboras, supermercados vendem abóboras e itens de decoração aos montes, cafeterias lançam cafés que levam abóbora na receita, sorvetes de pumpkin, programas de rádio comentam sobre o assunto, e por aí vai!

Claro que, como estou nos Estados Unidos, não vou deixar a tradição passar em branco em meu primeiro ano por aqui! No dia 31 de outubro, vou a uma verdadeira festa de Halloween, em San Francisco, com direito a fantasia e maquiagem! Vamos ver o que vai dar! Spooky!!!

Pumpkin Patch

Pumpkin Patch

* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

Welcome to Califórnia

Carinhosamente chamada Cali pelos moradores e admiradores, a Califórnia é um estado norte-americano, localizado na costa oeste do país, ladeado pelo oceano Pacífico. Mas, isto, muita gente sabe. O que a maioria não conhece é a história do estado, que foi colonizado pelos espanhois e passou a ser controlado pelos mexicanos em 1821, após a independência mexicana da Espanha. No entanto, a partir de 1830, um grande número de americanos passou a se instalar na região, desencadeando a guerra mexicano-americana, a qual resultou na vitória dos norte-americanos, em 1848, quando a Califórnia passou a fazer parte dos Estados Unidos.

Hoje, o estado é o mais populoso e onde estão localizadas quatro das 20 maiores cidades do país: Los Angeles, San Jose, San Diego e San Francisco. E engana-se quem pensa que uma delas é a capital. Muitos acreditam ser L.A. Outros, nomeiam San Francisco como a sede do governo californiano. Mas, na verdade, este título pertence a Sacramento, outra grande cidade do Golden State.

Ah! Claro! Golden State é um cognome do estado. Mas, até hoje não se sabe se tal cognome se deve à quantidade de ouro que aqui existia, ou à cor dourada da terra e da relva, ou, ainda, ao clima da região, quente e ensolarado em boa parte do ano.

A verdade, eu não sei. Só sei que estou adorando viver aqui e, cada dia mais, conhecendo o que a Cali tem a nos oferecer. E claro, vou contando tudo por aqui!

Bay Bridge

Bay Bridge conecta San Francisco à Bay Area

A casa da Babá Quase Perfeita, em San Francisco

Quem não se lembra, com muito carinho e alegria, de ‘Uma babá quase perfeita’, ou ‘Mrs. Doubtfire’, um dos melhores filmes protagonizados por Robin Willians? E da casa onde morava a família de Willians que, na história, recém separado da esposa, se fez passar por mulher para ser contratado como babá dos próprios filhos?

Pois é! A casa, de estilo vitoriano, existe e fica aqui pertinho de mim, em San Francisco. Claro que fui até lá para ver e recordar de um bom momento da minha infância e também deste grande ator que nos deixou. Na calçada em frente à casa, estão dezenas de mensagens escritas à giz em homenagem ao ator. Frases como `nós te amamos`, `vamos sentir saudades`, `você é o melhor`, podem ser lidas por quem passa pela rua. Acredito que, por um bom tempo, a casa será ainda mais fotografada por moradores e visitantes de São Francisco.

Durante minha passagem por lá, as janelas estavam todas fechadas e parecia não ter ninguém em casa. Mas não vou negar que me deu uma grande vontade de tocar a campainha e me convidar para um café. Hoje, o proprietário da casa é um cirurgião plástico, de 79 anos, o qual tem respeitado o carinho dos fãs de Robin diante de sua residência! Para quem vier por aqui e quiser passar por lá, a casa fica na Steiner Street, 2640, esquina com Broadway St. Já a casa onde Robin morava, fica em Tiburon, cidadezinha próxima à charmosa Sausalito. Ainda não tive a oportunidade de ir até Tiburon, mas, quando for, conto para vocês.

Aliás, após a visita à casa de Mrs. Doubtfire, vale descer a Filmore Street, paralela à Steiner, até chegar à Chestnut, onde encontra-se uma série de cafés, restaurantes e lojas. No verão, experimentar as saladas do Blue Barn é ótima pedida!

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E você, tem medo da imigração?

Tem quem arrepie só de pensar na entrada em um outro país. Os medos vão desde o idioma – “será que vou entender o que me perguntarem?” ou “será que vou me fazer entender?” – até o medo de ter a entrada negada. Sim, isso pode acontecer! Ter um visto em mãos não significa que a entrada está garantida. Isso é decidido somente no momento da sua chegada aos Estados Unidos, durante a imigração, que é feita na primeira cidade na qual o avião aterrissa e acontece porque a lei de imigração americana requer que os funcionários vejam qualquer pessoa como um imigrante em potencial, até que seja provado o contrário. É por isso que exigem provas de vínculos com o país de origem e provas de renda para arcar com a viagem.

Tais provas, além de serem apresentadas na solicitação do visto, também podem ser cobradas na chegada aos Estados Unidos. Por isso, tenha com você, na bagagem de mão, uma pastinha com as reservas de hotéis, passagem de volta, seguro de viagem, documentos que demonstrem vínculo com seu país e provas de renda. Aqui vale todos aqueles documentos levados para o visto, ok? Nunca precisei mostrar nada, mas… o seguro morreu de velho! Então, melhor prevenir!

Mas a chegada é assim: você enfrentará uma loooonga fila e, finalmente, será chamado em um guichê, onde o agente vai pedir seu passaporte e o formulário da alfândega preenchido (este é entregue durante o voo). Em seguida, fará uma série de perguntas, como: qual o motivo da sua viagem, quanto tempo vai ficar, onde vai se hospedar, se está viajando sozinho, se conhece alguém ou tem parentes nos Estados Unidos, quanto levou de dinheiro, o que faz no Brasil, se já esteve antes nos Estados Unidos e outras questões do tipo. Às vezes, podem ser muitas e outras vezes podem ser poucas perguntas. Mas a dica é: seja simpático, responda somente ao que te perguntarem, só apresente documentos extras se te solicitarem e diga a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade! Eles são espertos e parece que têm um radar embutido na cabeça que detecta suas intenções. Estando com tudo ok, não há porque ter medo. Ah, e se o inglês for o problema, basta pedir um tradutor.

Eu concordo que dá, sim, um alívio quando vemos um carimbo em nosso passaporte com a aprovação da entrada e a data limite que podemos permanecer no país (geralmente, seis meses para turistas)… então, entre e seja feliz!

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O que levar na mala para os EUA?

Sabe quando você vai mudar de casa, para uma bem menor, e dá aquele aperto só de pensar no tanto de coisas que terá que deixar para trás? Foi mais ou menos isso que senti quando comecei a organizar minhas coisas para vir para os Estados Unidos. Minha vontade era pegar o meu quarto e colocar dentro de uma mala. Mais especificamente, minhas roupas, sapatos e acessórios. Porém, o limite de bagagens nos voos está bem longe disso. Geralmente, podemos trazer conosco duas malas de 32 kg cada, uma mala de mão e um item pessoal, que é uma bolsa ou uma mochila pequena. No meu caso, a vontade era trazer um container dentro do avião. Porém, quando pensamos na variedade de produtos que vamos achar por aqui e nos preços incríveis, mudamos de ideia rapidamente e logo acreditamos que, quanto menos, melhor!

Como vim por tempo indeterminado, usei todo meu limite de bagagem com minhas roupas favoritas e, principalmente, porque, centopeia que sou, trouxe praticamente todos os pares de sapatos (outros virão aos poucos, com as visitas que passarem por aqui), mesmo porque, calçado não é o forte nos Estados Unidos…

No quesito roupa, a dica é: economize no espaço e não economize no bolso. Para os que gostam de comprar, uma mala de mão é o ideal e, chegando aqui, você se abastece de roupas e malas novas. Já cheguei ao ponto de trazer apenas uma bagagem de mão para uma viagem de um mês e vim vestida com roupas, sapato e bolsa que não queria mais, os quais deixei no hotel e comprei tudo novamente.

Ah, importante lembrar que a Receita Federal impõe limites de itens e valores para compras no exterior (sempre bom checar no site para evitar altas taxas no retorno ao Brasil). No entanto, produtos pessoais, como de higiene e roupas que serão usados na viagem, não entram na contagem. Sendo assim, tire as etiquetas de todas as roupas, sapatos, etc. e esteja pronto para essa avalanche de compras.

E não volte de malas vazias para não se arrepender depois!

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Como comprar passagens aéreas baratas

A compra das passagens, para mim, é o melhor momento da preparação de uma viagem. É aquela hora que falamos: “agora eu vou mesmo! Já tenho até data marcada!”

Mas, assim como a fase do visto, ela exige muita pesquisa. Reza a lenda que, quanto antes compramos, melhor preço pagamos e, comigo, tem funcionado muito bem desta forma. Como são viagens longas e programadas para um determinado período, o melhor mesmo é não deixar nada para última hora. As vezes surgem promoções incríveis, com preços excelentes, mas, quando olhamos a data, é para daí a duas semanas. Ou seja: praticamente impossível! Então, acredito que olhar com uns seis meses de antecedência é o ideal.

Para pesquisar os melhores preços, vale entrar em sites que fazem buscas de passagens e checar as companhias aéreas que oferecem os menores valores. Mas, geralmente, estes sites cobram taxas de serviço. Então, para evitá-las, basta entrar no site das companhias apontadas nas buscas e pronto! Não haverá as taxas de serviços. O bom mesmo, na verdade, é contar com o auxílio de agentes de viagens. Para adquirir apenas das passagens aéreas, eles nos vendem pelo mesmo valor que se comprarmos direto com as cias. e ainda conseguem cotações melhores do que nós, leigos viajantes. Além do mais, caso tenhamos problemas com voos ou precisemos mudar a data da viagem, eles nos auxiliam em tudo, até colocar novamente nossa viagem nos trilhos. É uma segurança a mais que temos.

Aliado à passagem, outro importante detalhe é contratar um seguro de viagem, que vai te proteger caso fique doente, necessite de alguma emergência ou, até mesmo, tenha a mala extraviada. São circunstâncias que jamais queremos que aconteçam, mas que devemos sempre estar resguardados. Então, bora pesquisar? Bons preços de passagens para os Estados Unidos é o que não faltam. Até mesmo para a longínqua Califórnia, onde já iniciei vida nova!

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Meu roteiro em Vancouver e Victoria

Antes mesmo de sair do Brasil para minha viagem pelos USA e Canadá, uma amiga me disse: você vai se apaixonar por Vancouver e vai querer morar lá. Ela me conhece e sabe que gosto de qualidade de vida, natureza e esportes, ou seja, Vancouver é este lugar!

Vancouver vista do Stanley Park
Vancouver vista do Stanley Park

A maior cidade do leste canadense, localizada em British Columbia, está encrustada entre lagos e montanhas, o que a transforma em um verdadeiro paraíso. As ruas e avenidas são largas, bem arborizadas e decoradas com flores; o clima da cidade no verão é uma delícia, com um ventinho quase que constante, por estar cercada por água; os prédios são modernos, a maioria deles todo feito com vidros; existem muitas praças e parques. Além disso, ela é limpa, segura e extremamente agradável.

Cheguei ao aeroporto e peguei um metrô com destino a Vancouver Downtown, situado entre os rios False Creek e Burrard Inlet. Desci na estação Vancouver City Centre, próxima ao hotel onde fiquei, o The Kingston Hotel Bed & Breakfast. Trata-se de uma simpática pousada, em estilo europeu, super aconchegante, com ótimo atendimento e com um café da manhã delicioso, com bagels acompanhados por geleia ou queijo e café!

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Deixei minha bagagem no quarto e rua! Comecei descendo a rua do meu hotel, a Richards Street, que leva até a waterfront. É lá que está o Canada Place, espaço que concentra restaurantes, centro de informações aos turistas, hotel, cinema e uma vista magnífica do Burrard Inlet, com a Grouse Mountain e outras montanhas ao fundo.

Canada Place
Canada Place

O local fica repleto de turistas, sejam os que estão hospedados na cidade, ou os que chegam nos cruzeiros que ancoram no Canada Place. Fiquei por lá andando e observando os seaplanes decolando nas águas de Vancouver Harbour. Aliás, este é um bom passeio a se fazer durante visita à cidade. Os aviões aquáticos decolam e fazem voos panorâmicos de 10 minutos ou mais pela região, podendo incluir, também, as The North Shore Mountains. Não fiz o tour, mas deve ser bacana demais!

Passeio por Canada Place, com a Grouse Mountain e seaplane ao fundo
Passeio por Canada Place, com a Grouse Mountain e seaplane ao fundo

Continuei minha caminhada sentido oeste, margeando o rio. No caminho, ficava encantada com cada prédio ao meu lado esquerdo e com as belíssimas montanhas à direita e imaginando como deve ser bom viver ali. Passei pelo píer, com lanchas e barcos ancorados e cheguei ao Stanley Park, minha próxima parada. Ele é bem grande e margeado por uma pista de corrida de 8km, o que já entrou para os meus planos.

Prédios e barcos emolduram o canal
Prédios e barcos emolduram o canal

Mas, nesse dia, não dei a volta completa. Comecei caminhando sentido aos totens indianos. Pela cidade – e por todo o país – existem alguns pontos que concentram tais esculturas, herdadas dos antigos artesãos que viviam no Canadá e as esculpiam à mão. São figuras de peixes, aves, macacos e outros animais e humanos, sobrepostas umas às outras.

Totens indianos no Stanley Park
Totens indianos no Stanley Park

Passei pelo farol – Brockton Point Lighthouse – e cheguei até a escultura de uma sereia em cima de uma pedra localizada dentro do rio, denominada Girl in a Wet Suit.

Girl in a Wet Suit
Girl in a Wet Suit

Voltei por dentro do parque, que ainda conta com jardins, aquário, áreas de lazer e outras atrações e fui bater perna pelas ruas do centro da cidade. Na Robson Street estão as belas e caríssimas lojas de grifes famosas mundo afora. Mas também têm as de departamento, onde sempre saímos com as sacolas abarrotadas de compras. Já na Granville Street, lojas baratíssimas e com pechinchas incríveis, como 3 sapatos por $ 15 dólares canadenses ou aquelas promoções ‘compre um e leve dois’. Imagina o estrago!

Granville Street, o lugar das pechinchas
Granville Street, o lugar das pechinchas

O dia seguinte foi dedicado à North Vancouver. Já havia me programado para levantar cedo e ir para essa região, que concentra duas grandes e imperdíveis atrações da cidade: o Capilano Suspention Bridge Park e a Grouse Mountain. Havia me informado, no centro de informações turísticas do Canada Place, sobre como chegar até lá e descobri que existe um ônibus gratuito que leva turistas até o Capilano Park. E havia um ponto de partida bem pertinho do meu hotel. De lá, para seguir até Grouse Mountain, eu poderia pegar um ônibus – sempre com o dinheiro exato, pois eles não dão troco. Os dois locais são bem próximos um do outro, porém, o trajeto é um morro e não há nada ao redor, por isso, não vale a pena ir a pé.

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Bom, cheguei então ao Capilano Suspension Bridge Park já com meu ingresso comprado, então, nada de filas! Fui uma das primeiras a entrar no parque naquele dia e fui logo em direção à ponte, pois queria tirar uma foto dela ainda com poucos turistas.

Capilano Bridge
Capilano Bridge

Construída em 1889, já passou por diversas versões para se manter em ótimo estado. Ela está a 75 metros de altura do chão, por onde corre o Capilano River, e tem 150 metros de extensão, sendo a mais longa ponte suspensa de pedestres do mundo! Ao seu redor, árvores enormes dão o tom verde ao parque. Fui logo atravessar a ponte, que balança um pouco com o caminhar das pessoas. Algumas, que não gostam de altura, sentem-se incomodadas com a ponte se mexendo, porém, é super tranquilo e seguro.

Capilano Bridge
Capilano Bridge

Ao atravessá-la, cheguei ao outro lado do parque, onde se encontram riachos, aves silvestres treinadas e o Treetop Adventure, um interessante passeio por entre as árvores, por meio de passarelas de madeira suspensas. Adorei!

Passeio por passarelas suspensas entre as árvores
Passeio por passarelas suspensas entre as árvores

Ao retornar pela ponte, fui ainda a um mirante, inaugurado recentemente, em 2011, o qual contorna um morro de granito com uma fina passarela de madeira, protegida por grades nas laterais, o qual nos permite uma bela vista da floresta e do Capilano River.

Mirante aflitivo! Altura por todos os lados
Mirante aflitivo! Altura por todos os lados

Já no restaurante, experimentei, pela primeira vez, o famoso fudge, um doce que já havia visto à venda por várias vezes no Canadá, USA e Inglaterra. Apesar de ser chocólatra, ele nunca havia me atraído muito. E logo em seguida, entendi o porque. O fudge é uma espécie de bolo doce, feito com massa bem densa. A maioria é de chocolate, mas existem outros sabores. Comprei cinco pedaços variados, mas não gostei de nenhum deles. Parece mais uma maçaroca. Porém, há quem goste, vide o quanto a loja estava lotada de pessoas para comprarem os doces.

Saindo do parque, fui para o ponto de ônibus localizado logo na entrada e segui rumo à Grouse Mountain. Para chegar ao topo da montanha, pegamos um bonde, o Skyride, que nos leva até lá. Para se ter uma ideia, é parecido com o bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, mas a vista que temos é de uma belíssima floresta vegetativa canadense, da cidade de Vancouver, o oceano Pacífico e montanhas com os picos cobertos por neve.

Subindo a Grouse Mountain
Subindo a Grouse Mountain

Lá em cima, as atrações são inúmeras. Os que participei foram o Lumberjack Show, divertido teatro que conta com a participação dos visitantes; o Birds in Motion, linda apresentação de aves que seguem os comandos da treinadora, como uma coruja dourada subindo em postes e um Falcão Pelegrino, a ave mais veloz do mundo, dando voos rasantes próximos ao público; e o Peak Chairlift Ride, teleférico que nos leva ao pico da montanha, onde, no inverno, estão as pistas de esqui.

No alto da montanha
No alto da montanha
No inverno, aquela montanha ao fundo vira pista de esqui
No inverno, aquela montanha ao fundo vira pista de esqui
Para chegar até lá, peguei o teleférico
Para chegar até lá, peguei o teleférico

Por fim, vivenciei o que mais gostei na montanha: ver de perto os lindos e simpáticos Grizzly Bears, dois grandes ursos que vivem nas montanhas e ficam lá no parque para divertir os visitantes. No começo, foi bem difícil vê-los, pois estavam se esbaldando na sombra das árvores. Mas, depois, eles saíram lá do meio e vieram para perto dos turistas, brincar e rolar, parecendo que estavam fazendo graça para quem os assistia. Uma experiência incrível, que compensou ainda mais aquele lindo passeio. Encerrei a tarde com um delicioso café no restaurante no topo da montanha, com vista para Vancouver.

Os brincalhões Grizzly Bears
Os brincalhões Grizzly Bears

Na volta para Vancouver, fui até o Lonsdale Quay Market, ainda na parte norte da cidade, que concentra diversas bancas de comidas variadas, como sanduíches, chinesa, saladas, frutos do mar e outras. Comi um delicioso macarrão com frutos do mar e retornei para Vancouver na balsa que atravessa o Vancouver Harbour até chegar ao Canada Place.

Lonsdale Quay Market
Lonsdale Quay Market

A linda Victoria

O dia seguinte foi uma grande surpresa para mim. Tenho uma amiga, que não via há anos, que mora em Victoria, a capital de British Columbia. Falei com ela que estava em Vancouver e queria saber se ela passaria por lá, para podermos nos encontrar. Foi então que ela me fez o irresistível convite de ir até Victoria para nos reencontrarmos e para que eu pudesse conhecer a linda cidade.

Victoria fica localizada na chamada Ilha de Vancouver, portanto, para chegar até lá, é preciso pegar o ferry, da empresa BC Ferry, que atravessa as águas do estrito de Geórgia. Mas o trajeto é longo. Primeiro, peguei um ônibus na estação Vancouver Pacific Central, que me levou até Tsawwassen, onde está o terminal do ferry. Lá, peguei, então, a embarcação (na qual os ônibus e carros também são transportados) e fiz a bela viagem que dura cerca de 1h35. Dentro do ferry, existe uma ótima estrutura com cafeteria, restaurante e um lindo deck no topo, onde passei a maior parte da viagem observando a paisagem.

A caminho de Victoria
A caminho de Victoria

Cheguei então em Victoria e logo encontrei com minha amiga que me esperava no terminal. Para quem não tiver uma pessoa esperando, deve-se retornar para o ônibus, que continua o trajeto até o centro da cidade. Como eu só passaria um dia lá, começamos nossa maratona cedo. A primeira parada foi no maravilhoso The Butchart Gardens, onde estão jardins de rosas, jardim japonês, jardim italiano, maditerrâneo e vários outros tantos, que nos encantam com suas cores e perfeição das flores. Um passeio tranquilo e agradável, que não pode deixar de ser feito por quem vai a Victoria.

O maravilhoso The Butchart Gardens
O maravilhoso The Butchart Gardens

Importante região dos vinhos canadenses, Victoria conta com dezenas de vinícolas com simpáticos restaurantes. Fomos em uma delas, onde experimentei uma deliciosa salada de frutos do mar, acompanhada de um vinho branco canadense e, para encerrar, sobremesa de frutas vermelhas. Uma delícia para aquele belo dia de verão.

Seguimos, então, para o centro da cidade, que mais parece de brinquedo. Por lá é tudo muito lindo, limpo, organizado e cercado por construções em estilo inglês. O imponente prédio do parlamento é uma das principais atrações da cidade e forma um belo conjunto visual com o Inner Harbour, o porto de Victoria, localizado logo em frente.

Ótima anfitriã! Ao fundo, Inner Harbour e o prédio do parlamento
Ótima anfitriã! Ao fundo, Inner Harbour e o prédio do parlamento
Parlamento de British Columbia
Parlamento de British Columbia

Apesar de não ter visitado o interior do prédio, devido ao pouco tempo na cidade, ele está aberto a visitação nos dias úteis. Logo no gramado em frente, há um totem, herdado dos antigos povos indígenas que ali viveram. Completando o cenário, um dos prédios mais belos da cidade dá o toque final, o Fairmont Empress Hotel, que mais parece um castelo, bem ao estilo dos demais hotéis da rede.

Farimont, hotel que mais parece um castelo
Farimont, hotel que mais parece um castelo

Aproveitamos e caminhamos pelo centro da cidade, ótimo para ser percorrido a pé. Caminhamos pela Government Street, Fort Street e outras ruas nas redondezas do The Bay Centre, grande shopping center na cidade. Tomamos um sorvete delicioso e fomos até o Fisherman’s Wharf, marina onde se encontram lanchonetes, restaurantes e casas flutuantes. As casas são das mais variadas, de um e dois andares, coloridas, com varandas e floreiras na entrada. Um lugar encantador que deve ser visitado por todos que foram a Victoria.

Fisherman's Wharf e as casas sob as águas
Fisherman’s Wharf e as casas sobre a água

Também demos uma volta pelo campus da University of Victoria e pela região sul da cidade, onde estão localizados diversos bairros residenciais. Passamos ainda pelo belo castelo de Craigdarroch Castle, também aberto à visitação, e depois seguimos para a Oak Bay, um dos locais que oferecem a mais bela vista da cidade, perfeito para ver o pôr do sol. Ao final do dia, chegou minha hora de voltar para Vancouver. Peguei o ônibus no centro da cidade, que me levou até o terminal do ferry. Uma visita rápida, mas que valeu a pena e tornou minha viagem ainda mais especial.

Craigdarroch Castle
Craigdarroch Castle
Lindo pôr do sol para encerrar o dia
Lindo pôr do sol para encerrar o dia

Último dia em Vancouver

O último dia em cada cidade já bate aquele aperto, vontade de não ir embora e de aproveitar todos os segundos antes de partir. E foi isso o que eu fiz. Fechei minhas malas, deixei na recepção do hotel e fui bater perna e visitar o outro lado do Stanley Park, mais especificamente, a Siwash Rock, uma pedra de cerca de 18 metros de altura, que fica dentro da água.

Siwash Rock. Incrível!
Siwash Rock. Incrível!

O mais interessante é que, no topo, uma única árvore dá vida à rocha, que hipnotiza por sua beleza! Claro que tirei diversas fotos de vários ângulos. Depois voltei e fui caminhando pela Denman Street, point de diversos bares e restaurantes, entre eles, o Kingyo, um japonês sensacional, indicação da minha amiga Thaís, que visitei em Victoria! Fechei com chave de ouro a viagem naquele lugar paradisíaco!

Silhueta da paradisíaca Vancouver!
Silhueta da paradisíaca Vancouver!