Halloween nos EUA

No Brasil, Dia das Bruxas. Em inglês, Halloween! Todo mundo já ouviu falar e alguns, já até comemoraram em festas realizadas, principalmente, por escolas de inglês. Mas, a realidade é que o Halloween se tornou uma das festas mais tradicionais e culturais nos países anglo-saxônicos, em especial, os de língua inglesa como Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda e Canadá. E, hoje, na aula de inglês, aprendemos um pouco sobre esta festa tão adorada pelos norte-americanos e venho compartilhar com vocês!

A palavra Halloween teve origem na Igreja católica.
 Vem da celebração do dia 1 de novembro, o Dia de Todos os Santos.
 Sendo assim, Halloween é uma versão encurtada de “All Hallows’ Even” (Noite de Todos os Santos), ou seja, a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows’ Day). A data marca, também, o fim oficial do verão e o início do ano-novo céltico.

Mas, você deve estar se perguntando: se é um dia de santos, porque vestir roupas assustadoras?

A parte tenebrosa do Halloween veio dos Celtas, que associavam a chegada do inverno com morte e espíritos. Reza a lenda, que os espíritos dos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir. Então, os celtas acreditavam que, para evitar que isso acontecesse, bastava que eles se vestissem de maneira assustadora, a fim de espantá-los ou fazê-los pensar que aqueles corpos já estavam possuídos. Surgia assim o Halloween, que, na sequência, ganhou diversos símbolos como bruxas, esqueletos, corujas, gatos negros, fatasmas…

As abóboras cortadas e iluminadas com uma vela, chamadas de Jack O’Lantern,
 eram feitas para espantar os espíritos de casa. Hoje, a criatividade corre solta para a customização das abóboras, que podem ser compradas nos chamados Pumpkin Patch, espaços montados especialmente para vender o produto, em diversos tamanhos! (A da foto abaixo foi feita pela minha cunhada, em homenagem ao San Francisco Giants, time de baseball que vem apresentando excelentes resultados no World Series, principal campeonato do país!)

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Há ainda a brincadeira Trick or Treat (doce ou travessura), também introduzida pelos irlandeses, que, naquela época, iam de porta em porta, angariando comida para as festas de Halloween em suas vilas. Hoje, as crianças vão às ruas fantasiadas e pedem doces a seus vizinhos. Caso eles não tenham nada para oferecer, devem fazer uma travessura. É comum, no dia 31 de outubro, ver crianças voltando para casa com uma infinidade de doces nas mãos!

Mas, confesso que, desde que cheguei (agosto), o que mais tem me impressionado é ver como a data movimenta o comércio. Lojas temporárias são montadas para vender fantasias, cardápios de bares e restaurantes se enchem com novas receitas feitas com abóboras, supermercados vendem abóboras e itens de decoração aos montes, cafeterias lançam cafés que levam abóbora na receita, sorvetes de pumpkin, programas de rádio comentam sobre o assunto, e por aí vai!

Claro que, como estou nos Estados Unidos, não vou deixar a tradição passar em branco em meu primeiro ano por aqui! No dia 31 de outubro, vou a uma verdadeira festa de Halloween, em San Francisco, com direito a fantasia e maquiagem! Vamos ver o que vai dar! Spooky!!!

Pumpkin Patch

Pumpkin Patch

* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

Welcome to Califórnia

Carinhosamente chamada Cali pelos moradores e admiradores, a Califórnia é um estado norte-americano, localizado na costa oeste do país, ladeado pelo oceano Pacífico. Mas, isto, muita gente sabe. O que a maioria não conhece é a história do estado, que foi colonizado pelos espanhois e passou a ser controlado pelos mexicanos em 1821, após a independência mexicana da Espanha. No entanto, a partir de 1830, um grande número de americanos passou a se instalar na região, desencadeando a guerra mexicano-americana, a qual resultou na vitória dos norte-americanos, em 1848, quando a Califórnia passou a fazer parte dos Estados Unidos.

Hoje, o estado é o mais populoso e onde estão localizadas quatro das 20 maiores cidades do país: Los Angeles, San Jose, San Diego e San Francisco. E engana-se quem pensa que uma delas é a capital. Muitos acreditam ser L.A. Outros, nomeiam San Francisco como a sede do governo californiano. Mas, na verdade, este título pertence a Sacramento, outra grande cidade do Golden State.

Ah! Claro! Golden State é um cognome do estado. Mas, até hoje não se sabe se tal cognome se deve à quantidade de ouro que aqui existia, ou à cor dourada da terra e da relva, ou, ainda, ao clima da região, quente e ensolarado em boa parte do ano.

A verdade, eu não sei. Só sei que estou adorando viver aqui e, cada dia mais, conhecendo o que a Cali tem a nos oferecer. E claro, vou contando tudo por aqui!

Bay Bridge

Bay Bridge conecta San Francisco à Bay Area

A casa da Babá Quase Perfeita, em San Francisco

Quem não se lembra, com muito carinho e alegria, de ‘Uma babá quase perfeita’, ou ‘Mrs. Doubtfire’, um dos melhores filmes protagonizados por Robin Willians? E da casa onde morava a família de Willians que, na história, recém separado da esposa, se fez passar por mulher para ser contratado como babá dos próprios filhos?

Pois é! A casa, de estilo vitoriano, existe e fica aqui pertinho de mim, em San Francisco. Claro que fui até lá para ver e recordar de um bom momento da minha infância e também deste grande ator que nos deixou. Na calçada em frente à casa, estão dezenas de mensagens escritas à giz em homenagem ao ator. Frases como `nós te amamos`, `vamos sentir saudades`, `você é o melhor`, podem ser lidas por quem passa pela rua. Acredito que, por um bom tempo, a casa será ainda mais fotografada por moradores e visitantes de São Francisco.

Durante minha passagem por lá, as janelas estavam todas fechadas e parecia não ter ninguém em casa. Mas não vou negar que me deu uma grande vontade de tocar a campainha e me convidar para um café. Hoje, o proprietário da casa é um cirurgião plástico, de 79 anos, o qual tem respeitado o carinho dos fãs de Robin diante de sua residência! Para quem vier por aqui e quiser passar por lá, a casa fica na Steiner Street, 2640, esquina com Broadway St. Já a casa onde Robin morava, fica em Tiburon, cidadezinha próxima à charmosa Sausalito. Ainda não tive a oportunidade de ir até Tiburon, mas, quando for, conto para vocês.

Aliás, após a visita à casa de Mrs. Doubtfire, vale descer a Filmore Street, paralela à Steiner, até chegar à Chestnut, onde encontra-se uma série de cafés, restaurantes e lojas. No verão, experimentar as saladas do Blue Barn é ótima pedida!

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E você, tem medo da imigração?

Tem quem arrepie só de pensar na entrada em um outro país. Os medos vão desde o idioma – “será que vou entender o que me perguntarem?” ou “será que vou me fazer entender?” – até o medo de ter a entrada negada. Sim, isso pode acontecer! Ter um visto em mãos não significa que a entrada está garantida. Isso é decidido somente no momento da sua chegada aos Estados Unidos, durante a imigração, que é feita na primeira cidade na qual o avião aterrissa e acontece porque a lei de imigração americana requer que os funcionários vejam qualquer pessoa como um imigrante em potencial, até que seja provado o contrário. É por isso que exigem provas de vínculos com o país de origem e provas de renda para arcar com a viagem.

Tais provas, além de serem apresentadas na solicitação do visto, também podem ser cobradas na chegada aos Estados Unidos. Por isso, tenha com você, na bagagem de mão, uma pastinha com as reservas de hotéis, passagem de volta, seguro de viagem, documentos que demonstrem vínculo com seu país e provas de renda. Aqui vale todos aqueles documentos levados para o visto, ok? Nunca precisei mostrar nada, mas… o seguro morreu de velho! Então, melhor prevenir!

Mas a chegada é assim: você enfrentará uma loooonga fila e, finalmente, será chamado em um guichê, onde o agente vai pedir seu passaporte e o formulário da alfândega preenchido (este é entregue durante o voo). Em seguida, fará uma série de perguntas, como: qual o motivo da sua viagem, quanto tempo vai ficar, onde vai se hospedar, se está viajando sozinho, se conhece alguém ou tem parentes nos Estados Unidos, quanto levou de dinheiro, o que faz no Brasil, se já esteve antes nos Estados Unidos e outras questões do tipo. Às vezes, podem ser muitas e outras vezes podem ser poucas perguntas. Mas a dica é: seja simpático, responda somente ao que te perguntarem, só apresente documentos extras se te solicitarem e diga a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade! Eles são espertos e parece que têm um radar embutido na cabeça que detecta suas intenções. Estando com tudo ok, não há porque ter medo. Ah, e se o inglês for o problema, basta pedir um tradutor.

Eu concordo que dá, sim, um alívio quando vemos um carimbo em nosso passaporte com a aprovação da entrada e a data limite que podemos permanecer no país (geralmente, seis meses para turistas)… então, entre e seja feliz!

Passport immigration stamp

O que levar na mala para os EUA?

Sabe quando você vai mudar de casa, para uma bem menor, e dá aquele aperto só de pensar no tanto de coisas que terá que deixar para trás? Foi mais ou menos isso que senti quando comecei a organizar minhas coisas para vir para os Estados Unidos. Minha vontade era pegar o meu quarto e colocar dentro de uma mala. Mais especificamente, minhas roupas, sapatos e acessórios. Porém, o limite de bagagens nos voos está bem longe disso. Geralmente, podemos trazer conosco duas malas de 32 kg cada, uma mala de mão e um item pessoal, que é uma bolsa ou uma mochila pequena. No meu caso, a vontade era trazer um container dentro do avião. Porém, quando pensamos na variedade de produtos que vamos achar por aqui e nos preços incríveis, mudamos de ideia rapidamente e logo acreditamos que, quanto menos, melhor!

Como vim por tempo indeterminado, usei todo meu limite de bagagem com minhas roupas favoritas e, principalmente, porque, centopeia que sou, trouxe praticamente todos os pares de sapatos (outros virão aos poucos, com as visitas que passarem por aqui), mesmo porque, calçado não é o forte nos Estados Unidos…

No quesito roupa, a dica é: economize no espaço e não economize no bolso. Para os que gostam de comprar, uma mala de mão é o ideal e, chegando aqui, você se abastece de roupas e malas novas. Já cheguei ao ponto de trazer apenas uma bagagem de mão para uma viagem de um mês e vim vestida com roupas, sapato e bolsa que não queria mais, os quais deixei no hotel e comprei tudo novamente.

Ah, importante lembrar que a Receita Federal impõe limites de itens e valores para compras no exterior (sempre bom checar no site para evitar altas taxas no retorno ao Brasil). No entanto, produtos pessoais, como de higiene e roupas que serão usados na viagem, não entram na contagem. Sendo assim, tire as etiquetas de todas as roupas, sapatos, etc. e esteja pronto para essa avalanche de compras.

E não volte de malas vazias para não se arrepender depois!

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Como comprar passagens aéreas baratas

A compra das passagens, para mim, é o melhor momento da preparação de uma viagem. É aquela hora que falamos: “agora eu vou mesmo! Já tenho até data marcada!”

Mas, assim como a fase do visto, ela exige muita pesquisa. Reza a lenda que, quanto antes compramos, melhor preço pagamos e, comigo, tem funcionado muito bem desta forma. Como são viagens longas e programadas para um determinado período, o melhor mesmo é não deixar nada para última hora. As vezes surgem promoções incríveis, com preços excelentes, mas, quando olhamos a data, é para daí a duas semanas. Ou seja: praticamente impossível! Então, acredito que olhar com uns seis meses de antecedência é o ideal.

Para pesquisar os melhores preços, vale entrar em sites que fazem buscas de passagens e checar as companhias aéreas que oferecem os menores valores. Mas, geralmente, estes sites cobram taxas de serviço. Então, para evitá-las, basta entrar no site das companhias apontadas nas buscas e pronto! Não haverá as taxas de serviços. O bom mesmo, na verdade, é contar com o auxílio de agentes de viagens. Para adquirir apenas das passagens aéreas, eles nos vendem pelo mesmo valor que se comprarmos direto com as cias. e ainda conseguem cotações melhores do que nós, leigos viajantes. Além do mais, caso tenhamos problemas com voos ou precisemos mudar a data da viagem, eles nos auxiliam em tudo, até colocar novamente nossa viagem nos trilhos. É uma segurança a mais que temos.

Aliado à passagem, outro importante detalhe é contratar um seguro de viagem, que vai te proteger caso fique doente, necessite de alguma emergência ou, até mesmo, tenha a mala extraviada. São circunstâncias que jamais queremos que aconteçam, mas que devemos sempre estar resguardados. Então, bora pesquisar? Bons preços de passagens para os Estados Unidos é o que não faltam. Até mesmo para a longínqua Califórnia, onde já iniciei vida nova!

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Meu roteiro em Vancouver e Victoria

Antes mesmo de sair do Brasil para minha viagem pelos USA e Canadá, uma amiga me disse: você vai se apaixonar por Vancouver e vai querer morar lá. Ela me conhece e sabe que gosto de qualidade de vida, natureza e esportes, ou seja, Vancouver é este lugar!

Vancouver vista do Stanley Park
Vancouver vista do Stanley Park

A maior cidade do leste canadense, localizada em British Columbia, está encrustada entre lagos e montanhas, o que a transforma em um verdadeiro paraíso. As ruas e avenidas são largas, bem arborizadas e decoradas com flores; o clima da cidade no verão é uma delícia, com um ventinho quase que constante, por estar cercada por água; os prédios são modernos, a maioria deles todo feito com vidros; existem muitas praças e parques. Além disso, ela é limpa, segura e extremamente agradável.

Cheguei ao aeroporto e peguei um metrô com destino a Vancouver Downtown, situado entre os rios False Creek e Burrard Inlet. Desci na estação Vancouver City Centre, próxima ao hotel onde fiquei, o The Kingston Hotel Bed & Breakfast. Trata-se de uma simpática pousada, em estilo europeu, super aconchegante, com ótimo atendimento e com um café da manhã delicioso, com bagels acompanhados por geleia ou queijo e café!

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Deixei minha bagagem no quarto e rua! Comecei descendo a rua do meu hotel, a Richards Street, que leva até a waterfront. É lá que está o Canada Place, espaço que concentra restaurantes, centro de informações aos turistas, hotel, cinema e uma vista magnífica do Burrard Inlet, com a Grouse Mountain e outras montanhas ao fundo.

Canada Place
Canada Place

O local fica repleto de turistas, sejam os que estão hospedados na cidade, ou os que chegam nos cruzeiros que ancoram no Canada Place. Fiquei por lá andando e observando os seaplanes decolando nas águas de Vancouver Harbour. Aliás, este é um bom passeio a se fazer durante visita à cidade. Os aviões aquáticos decolam e fazem voos panorâmicos de 10 minutos ou mais pela região, podendo incluir, também, as The North Shore Mountains. Não fiz o tour, mas deve ser bacana demais!

Passeio por Canada Place, com a Grouse Mountain e seaplane ao fundo
Passeio por Canada Place, com a Grouse Mountain e seaplane ao fundo

Continuei minha caminhada sentido oeste, margeando o rio. No caminho, ficava encantada com cada prédio ao meu lado esquerdo e com as belíssimas montanhas à direita e imaginando como deve ser bom viver ali. Passei pelo píer, com lanchas e barcos ancorados e cheguei ao Stanley Park, minha próxima parada. Ele é bem grande e margeado por uma pista de corrida de 8km, o que já entrou para os meus planos.

Prédios e barcos emolduram o canal
Prédios e barcos emolduram o canal

Mas, nesse dia, não dei a volta completa. Comecei caminhando sentido aos totens indianos. Pela cidade – e por todo o país – existem alguns pontos que concentram tais esculturas, herdadas dos antigos artesãos que viviam no Canadá e as esculpiam à mão. São figuras de peixes, aves, macacos e outros animais e humanos, sobrepostas umas às outras.

Totens indianos no Stanley Park
Totens indianos no Stanley Park

Passei pelo farol – Brockton Point Lighthouse – e cheguei até a escultura de uma sereia em cima de uma pedra localizada dentro do rio, denominada Girl in a Wet Suit.

Girl in a Wet Suit
Girl in a Wet Suit

Voltei por dentro do parque, que ainda conta com jardins, aquário, áreas de lazer e outras atrações e fui bater perna pelas ruas do centro da cidade. Na Robson Street estão as belas e caríssimas lojas de grifes famosas mundo afora. Mas também têm as de departamento, onde sempre saímos com as sacolas abarrotadas de compras. Já na Granville Street, lojas baratíssimas e com pechinchas incríveis, como 3 sapatos por $ 15 dólares canadenses ou aquelas promoções ‘compre um e leve dois’. Imagina o estrago!

Granville Street, o lugar das pechinchas
Granville Street, o lugar das pechinchas

O dia seguinte foi dedicado à North Vancouver. Já havia me programado para levantar cedo e ir para essa região, que concentra duas grandes e imperdíveis atrações da cidade: o Capilano Suspention Bridge Park e a Grouse Mountain. Havia me informado, no centro de informações turísticas do Canada Place, sobre como chegar até lá e descobri que existe um ônibus gratuito que leva turistas até o Capilano Park. E havia um ponto de partida bem pertinho do meu hotel. De lá, para seguir até Grouse Mountain, eu poderia pegar um ônibus – sempre com o dinheiro exato, pois eles não dão troco. Os dois locais são bem próximos um do outro, porém, o trajeto é um morro e não há nada ao redor, por isso, não vale a pena ir a pé.

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Bom, cheguei então ao Capilano Suspension Bridge Park já com meu ingresso comprado, então, nada de filas! Fui uma das primeiras a entrar no parque naquele dia e fui logo em direção à ponte, pois queria tirar uma foto dela ainda com poucos turistas.

Capilano Bridge
Capilano Bridge

Construída em 1889, já passou por diversas versões para se manter em ótimo estado. Ela está a 75 metros de altura do chão, por onde corre o Capilano River, e tem 150 metros de extensão, sendo a mais longa ponte suspensa de pedestres do mundo! Ao seu redor, árvores enormes dão o tom verde ao parque. Fui logo atravessar a ponte, que balança um pouco com o caminhar das pessoas. Algumas, que não gostam de altura, sentem-se incomodadas com a ponte se mexendo, porém, é super tranquilo e seguro.

Capilano Bridge
Capilano Bridge

Ao atravessá-la, cheguei ao outro lado do parque, onde se encontram riachos, aves silvestres treinadas e o Treetop Adventure, um interessante passeio por entre as árvores, por meio de passarelas de madeira suspensas. Adorei!

Passeio por passarelas suspensas entre as árvores
Passeio por passarelas suspensas entre as árvores

Ao retornar pela ponte, fui ainda a um mirante, inaugurado recentemente, em 2011, o qual contorna um morro de granito com uma fina passarela de madeira, protegida por grades nas laterais, o qual nos permite uma bela vista da floresta e do Capilano River.

Mirante aflitivo! Altura por todos os lados
Mirante aflitivo! Altura por todos os lados

Já no restaurante, experimentei, pela primeira vez, o famoso fudge, um doce que já havia visto à venda por várias vezes no Canadá, USA e Inglaterra. Apesar de ser chocólatra, ele nunca havia me atraído muito. E logo em seguida, entendi o porque. O fudge é uma espécie de bolo doce, feito com massa bem densa. A maioria é de chocolate, mas existem outros sabores. Comprei cinco pedaços variados, mas não gostei de nenhum deles. Parece mais uma maçaroca. Porém, há quem goste, vide o quanto a loja estava lotada de pessoas para comprarem os doces.

Saindo do parque, fui para o ponto de ônibus localizado logo na entrada e segui rumo à Grouse Mountain. Para chegar ao topo da montanha, pegamos um bonde, o Skyride, que nos leva até lá. Para se ter uma ideia, é parecido com o bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, mas a vista que temos é de uma belíssima floresta vegetativa canadense, da cidade de Vancouver, o oceano Pacífico e montanhas com os picos cobertos por neve.

Subindo a Grouse Mountain
Subindo a Grouse Mountain

Lá em cima, as atrações são inúmeras. Os que participei foram o Lumberjack Show, divertido teatro que conta com a participação dos visitantes; o Birds in Motion, linda apresentação de aves que seguem os comandos da treinadora, como uma coruja dourada subindo em postes e um Falcão Pelegrino, a ave mais veloz do mundo, dando voos rasantes próximos ao público; e o Peak Chairlift Ride, teleférico que nos leva ao pico da montanha, onde, no inverno, estão as pistas de esqui.

No alto da montanha
No alto da montanha
No inverno, aquela montanha ao fundo vira pista de esqui
No inverno, aquela montanha ao fundo vira pista de esqui
Para chegar até lá, peguei o teleférico
Para chegar até lá, peguei o teleférico

Por fim, vivenciei o que mais gostei na montanha: ver de perto os lindos e simpáticos Grizzly Bears, dois grandes ursos que vivem nas montanhas e ficam lá no parque para divertir os visitantes. No começo, foi bem difícil vê-los, pois estavam se esbaldando na sombra das árvores. Mas, depois, eles saíram lá do meio e vieram para perto dos turistas, brincar e rolar, parecendo que estavam fazendo graça para quem os assistia. Uma experiência incrível, que compensou ainda mais aquele lindo passeio. Encerrei a tarde com um delicioso café no restaurante no topo da montanha, com vista para Vancouver.

Os brincalhões Grizzly Bears
Os brincalhões Grizzly Bears

Na volta para Vancouver, fui até o Lonsdale Quay Market, ainda na parte norte da cidade, que concentra diversas bancas de comidas variadas, como sanduíches, chinesa, saladas, frutos do mar e outras. Comi um delicioso macarrão com frutos do mar e retornei para Vancouver na balsa que atravessa o Vancouver Harbour até chegar ao Canada Place.

Lonsdale Quay Market
Lonsdale Quay Market

A linda Victoria

O dia seguinte foi uma grande surpresa para mim. Tenho uma amiga, que não via há anos, que mora em Victoria, a capital de British Columbia. Falei com ela que estava em Vancouver e queria saber se ela passaria por lá, para podermos nos encontrar. Foi então que ela me fez o irresistível convite de ir até Victoria para nos reencontrarmos e para que eu pudesse conhecer a linda cidade.

Victoria fica localizada na chamada Ilha de Vancouver, portanto, para chegar até lá, é preciso pegar o ferry, da empresa BC Ferry, que atravessa as águas do estrito de Geórgia. Mas o trajeto é longo. Primeiro, peguei um ônibus na estação Vancouver Pacific Central, que me levou até Tsawwassen, onde está o terminal do ferry. Lá, peguei, então, a embarcação (na qual os ônibus e carros também são transportados) e fiz a bela viagem que dura cerca de 1h35. Dentro do ferry, existe uma ótima estrutura com cafeteria, restaurante e um lindo deck no topo, onde passei a maior parte da viagem observando a paisagem.

A caminho de Victoria
A caminho de Victoria

Cheguei então em Victoria e logo encontrei com minha amiga que me esperava no terminal. Para quem não tiver uma pessoa esperando, deve-se retornar para o ônibus, que continua o trajeto até o centro da cidade. Como eu só passaria um dia lá, começamos nossa maratona cedo. A primeira parada foi no maravilhoso The Butchart Gardens, onde estão jardins de rosas, jardim japonês, jardim italiano, maditerrâneo e vários outros tantos, que nos encantam com suas cores e perfeição das flores. Um passeio tranquilo e agradável, que não pode deixar de ser feito por quem vai a Victoria.

O maravilhoso The Butchart Gardens
O maravilhoso The Butchart Gardens

Importante região dos vinhos canadenses, Victoria conta com dezenas de vinícolas com simpáticos restaurantes. Fomos em uma delas, onde experimentei uma deliciosa salada de frutos do mar, acompanhada de um vinho branco canadense e, para encerrar, sobremesa de frutas vermelhas. Uma delícia para aquele belo dia de verão.

Seguimos, então, para o centro da cidade, que mais parece de brinquedo. Por lá é tudo muito lindo, limpo, organizado e cercado por construções em estilo inglês. O imponente prédio do parlamento é uma das principais atrações da cidade e forma um belo conjunto visual com o Inner Harbour, o porto de Victoria, localizado logo em frente.

Ótima anfitriã! Ao fundo, Inner Harbour e o prédio do parlamento
Ótima anfitriã! Ao fundo, Inner Harbour e o prédio do parlamento
Parlamento de British Columbia
Parlamento de British Columbia

Apesar de não ter visitado o interior do prédio, devido ao pouco tempo na cidade, ele está aberto a visitação nos dias úteis. Logo no gramado em frente, há um totem, herdado dos antigos povos indígenas que ali viveram. Completando o cenário, um dos prédios mais belos da cidade dá o toque final, o Fairmont Empress Hotel, que mais parece um castelo, bem ao estilo dos demais hotéis da rede.

Farimont, hotel que mais parece um castelo
Farimont, hotel que mais parece um castelo

Aproveitamos e caminhamos pelo centro da cidade, ótimo para ser percorrido a pé. Caminhamos pela Government Street, Fort Street e outras ruas nas redondezas do The Bay Centre, grande shopping center na cidade. Tomamos um sorvete delicioso e fomos até o Fisherman’s Wharf, marina onde se encontram lanchonetes, restaurantes e casas flutuantes. As casas são das mais variadas, de um e dois andares, coloridas, com varandas e floreiras na entrada. Um lugar encantador que deve ser visitado por todos que foram a Victoria.

Fisherman's Wharf e as casas sob as águas
Fisherman’s Wharf e as casas sobre a água

Também demos uma volta pelo campus da University of Victoria e pela região sul da cidade, onde estão localizados diversos bairros residenciais. Passamos ainda pelo belo castelo de Craigdarroch Castle, também aberto à visitação, e depois seguimos para a Oak Bay, um dos locais que oferecem a mais bela vista da cidade, perfeito para ver o pôr do sol. Ao final do dia, chegou minha hora de voltar para Vancouver. Peguei o ônibus no centro da cidade, que me levou até o terminal do ferry. Uma visita rápida, mas que valeu a pena e tornou minha viagem ainda mais especial.

Craigdarroch Castle
Craigdarroch Castle
Lindo pôr do sol para encerrar o dia
Lindo pôr do sol para encerrar o dia

Último dia em Vancouver

O último dia em cada cidade já bate aquele aperto, vontade de não ir embora e de aproveitar todos os segundos antes de partir. E foi isso o que eu fiz. Fechei minhas malas, deixei na recepção do hotel e fui bater perna e visitar o outro lado do Stanley Park, mais especificamente, a Siwash Rock, uma pedra de cerca de 18 metros de altura, que fica dentro da água.

Siwash Rock. Incrível!
Siwash Rock. Incrível!

O mais interessante é que, no topo, uma única árvore dá vida à rocha, que hipnotiza por sua beleza! Claro que tirei diversas fotos de vários ângulos. Depois voltei e fui caminhando pela Denman Street, point de diversos bares e restaurantes, entre eles, o Kingyo, um japonês sensacional, indicação da minha amiga Thaís, que visitei em Victoria! Fechei com chave de ouro a viagem naquele lugar paradisíaco!

Silhueta da paradisíaca Vancouver!
Silhueta da paradisíaca Vancouver!

A grande e cosmopolita Chicago

Saí de Ottawa com destino a Chicago, em Illinois. O voo da United Airlines teve duração de 1h30 e foi super tranquilo, mesmo porque fui dormindo da decolagem à aterrissagem. Cheguei ao aeroporto Chicago O’Hare, o principal da cidade. Enorme e super organizado, ali mesmo consegui pegar o metrô e descer na estação Harold Washington Library, a qual fica localizada bem próxima ao hotel onde me hospedei, o Travel Lodge Downtown. Optei por este hotel devido ao custo-benefício. Paguei um bom preço para ficar em uma excelente localização. Porém, o quarto no qual fiquei não era lá grandes coisas. O hotel estava passando por reforma, mas as obras ainda não haviam chegado naquele andar (claro que não). Mas me atendeu bem…

Chicago vista da Willis Tower

Chicago vista da Willis Tower

Estava ansiosa por chegar a Chicago, uma cidade que sempre via na TV e sempre achei que fosse bonita e agitada. Mas não sabia o que estava por me esperar. Cheguei lá mais cedo do que meu noivo – à época, meu namorado -, que ia me acompanhar naquela parte da viagem, pois sempre teve vontade de conhecê-la também. Então, como não consigo ficar parada, ainda mais diante da terceira maior cidade dos EUA, fui logo reconhecer o território. Dei uma volta no quarteirão, onde descobri um Starbucks (oba!) e uma Walgreens (oba!) e depois caminhei rumo às margens do lago Michigan. Foi amor à primeira vista.

Lakeshore e lago Michigan

Lakeshore e lago Michigan

O local é amplo, com pista para corrida e caminhada, belíssima vista para o lago – que mais parece um mar devido ao tamanho -, e atrai centenas de pessoas que ficam por ali aproveitando as tardes de verão. Tem também uma fonte maravilhosa, a Buckingham Fountain, com jatos que jogam a água nas alturas, a qual serviu de imagem de fundo para uma noiva que fazia fotos às margens do lago. Foi nesse curto momento, em que fui até o Lake Michigan, que descobri o motivo da cidade ser conhecida como ‘Windy City’.

Buckingham Fountain

Fiquei por ali um pouco, caminhando, apreciando a beleza do local e ajeitando meu cabelo atrapalhado pelo vento, até dar o horário de encontrar meu noivo no hotel. Quando ele chegou, fomos procurar um lugar para almoçar. Começamos a caminhar pela rua de trás de nosso hotel, a S State Street e, a cada esquina, ficávamos impressionados com os belos prédios e com os trilhos do metrô suspensos sobre as ruas e entre os edifícios. Muita gente por todo lado, de executivos a turistas, cruzando as grande avenidas de Chicago.

Prédios dividem espaço com o metrô no centro de Chicago

Prédios dividem espaço com o metrô no centro de Chicago

É nesta rua que está o famoso Chicago Theatre, construído em 1921, que recebe grandes shows e peças teatrais. O letreiro vertical na fachada se tornou um dos símbolos da cidade. Paramos, tiramos fotos e continuamos nossa caminhada.

O famoso letreiro do Chicago Theatre

Atravessamos pela primeira vez o rio Chicago, e continuamos caminhando e observando o movimento. A rua é repleta de bares e restaurantes para todos os gostos e bolsos. Escolhemos um de comida mexicana e pedimos uma cerveja gelada para acompanhar.

Rio Chicago emoldurado pelos belos prédios da cidade

Rio Chicago emoldurado pelos belos prédios da cidade

Voltamos para o hotel e, depois de um descanso, seguimos para uma noite de jazz. Porque ir a Chicago e não ir a um show de jazz é o mesmo que não ir a Chicago. Chegamos a ir a House of Blues, uma das mais famosas da cidade, porém, a casa estava fechada para um evento particular.

House of Blues

House of Blues

Nos indicaram, então, o Andy’s Jazz Club, logo ali perto e também bem famoso! Partimos para lá e curtimos um excelente show de jazz, com petiscos deliciosos e drinks dos mais variados. Fechamos nossa primeira noite em Chicago com chave de ouro.

Showzinho animado no Andy's Jazz Club

Showzinho animado no Andy’s Jazz Club

O dia seguinte foi bastante agitado. Logo cedo fomos conhecer mais a cidade caminhando (por isso a localização é sempre meu principal motivo de escolha dos hotéis) e fomos até a Willis Tower, enorme edifício, com 110 andares, onde, no topo, está o Skydeck, um observatório todo feito com vidro, até mesmo o chão, de onde podemos avistar toda a cidade. Enfrentamos uma fila grande, mas não poderia perder esta atração. Na fila, ficamos nos divertindo com desenhos de famosos nas paredes, em seus tamanhos reais, para que pudéssemos ver o quanto somos baixinhos (no meu caso) ou altos.

Wilis Tower

Wilis Tower

Lá em cima começa a disputa para pisar, deitar, assentar ou pular nos observatórios. Claro que fizemos todas as poses para as fotos, após passar a aflição de olharmos para os nossos pés e, sob eles, vermos as ruas da cidade.

Pausa para a foto no Skydeck

Pausa para a foto no Skydeck

Flutuando no skydeck, na Wilis Tower

Flutuando no skydeck, na Wilis Tower

Continuamos nossa caminhada pelo centro de Chicago. Esta parte central da cidade é conhecida como The Loop. O tempo inteiro impressionados em como a cidade é um polo econômico e cultural, de tantas atrações e centros empresariais. Cada prédio mais bonito do que o outro, o que dá um charme à parte à cidade.

A beleza dos prédios de Chicago

A beleza dos prédios de Chicago

Chegamos então a outra atração que já estávamos curiosíssimos para conhecer, o Millennium Park, localizado às margens do lago Michigan. Mais especificamente, gostaria de ver de perto a escultura conhecida como Cloud Gate, a qual carinhosamente apelidamos de ‘feijão’.

Escultura The Cloud, no Millennium Park

Escultura The Cloud, no Millennium Park

O feijão é uma escultura desenvolvida pela artista britânica Anish Kapoor. Toda feita em aço sem costura, pesa 110 toneladas e foi desenvolvida com o objetivo de refletir os arranha-céus e as nuvens de Chicago.

Escultura reflete os prédios e o céu de Chicago

Escultura reflete os prédios e o céu de Chicago

Mas o que ela mais reflete são pessoas que ficam ali fazendo poses e fotografando. Algumas chegam a saltar na frente da escultura e depois ficam procurando o reflexo do salto no feijão por horas a fio. Um barato!

Não resisti à foto pulando em frente ao 'feijão'

Não resisti à foto pulando em frente ao ‘feijão’

Logo ali em frente está o Jay Pritzker Pavilion, que, no momento da nossa visita, sediava um show de??? (Um doce para quem descobrir!) JAZZ!!! É claro! A cara de Chicago!

Pritzker Pavilion

Pritzker Pavilion

O Millennium Park é um daqueles locais que dá vontade de passar ficar por todas as manhãs. Não é à toa que nos assentamos no restaurante/bar do parque para uma cervejinha gelada, aproveitando o verão assim como os nativos, já que no inverno sair às ruas é tarefa praticamente impossível!

Outra atração do parque que chama atenção de quem quer que seja é a Crown Fountain, desenvolvida pelo espanhol Jaume Plensa. Trata-se de uma fonte interativa, formada por uma piscina de granito preto e duas torres de vidro, as quais exibem imagens digitais de cidadãos de Chicago. Pelas imagens, é como se eles estivessem jogando água na piscina com a boca. No verão, o espaço é utilizado pelos moradores para se refrescarem. Crianças são os principais usuários.

Crown Fountain

Crown Fountain

Na sequência, fomos caminhar pela avenida Michigan, a principal da região. É lá que está concentrado o melhor comércio e as principais lojas de departamentos. Cruzamos a bela Michigan Avenue Bridge, que levanta suas plataformas para que embarcações atravessem o rio Chicago. Porém, não presenciamos este momento, mas ficamos ali observando a beleza da cidade e dos prédios que a cercam.

Vista da Michigan Bridge

Vista da Michigan Bridge

Continuamos a caminhada até chegar à área mais nobre da cidade, na parte norte da Michigan Avenue, conhecida como Magnificent Mile. Ali estão concentradas as principais grifes do mundo, excelentes restaurantes, museus e hotéis. Também é lá que está o John Hancock Center, prédio com 94 andares, de onde também se tem uma bela vista da cidade.

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Mas, como já havíamos subido na Willis Tower, não fomos ao topo deste. Mas ficamos ali em baixo olhando sua beleza, quando, de repente, meu noivo avistou a melhor parte da cidade: a The Cheesecake Factory, parada obrigatória em qualquer cidade que tenha uma loja da rede. Os pratos são todos incríveis, mas, para mim, as sobremesas fazem as vezes do prato principal. São mais de 50 sabores de cheesecakes, os mais variados e deliciosos do mundo!

Como estávamos a todo vapor com nossa caminhada e com a intenção de visitar um dos mais famosos locais de cachorro quente da cidade, deixamos o pit stop na loja para a volta e optamos por terminar nossa trajetória sobre suas rodas. Pegamos as bikes compartilhadas e fomos pedalando pelas ruas de Chicago e então nos deparamos com… uma praia, a North Avenue Beach. Isso mesmo! Chicago tem praia, com areia fina e gente de biquini tomando sol!

Praia de Chicago

Praia de Chicago

Ficamos ali um pouco, molhei meus pés na água gelada do lago e continuamos o pedal até o The Wieners Circle, a tal lojinha famosa de cachorro quente. Isso porque Chicago é famosa pelo jazz, pelo cachorro quente e pela pizza com recheios gigantescos, que vou falar mais adiante.

Lago que mais parece mar

Lago que mais parece mar

Porém, nos decepcionamos um pouco (‘um pouco’, para ser gentil)! Nosso cachorro quente ganha de zilhões de vezes daquele. O deles: uma salsicha grande, pimenta, pimenta e pimenta, e, no final, mostarda e catchup, para ‘criar’ um molho opcional. É! Porque ele não vem com molho… Imagina isso?? Cachorro quente sem molho? O nosso: salsicha, batata palha e um perfeito molho feito com tomate de verdade, cebola, salsinha e mais um tanto de temperos, depois maionese, catchup, mostarda, vinagrete e o que mais quisermos! Isso sim é um cachorro quente de verdade!

The Wieners - nosso cachorro quente é bem melhor

The Wieners – nosso cachorro quente é bem melhor

Mas valeu o passeio, pois conhecemos um lado mais simples da cidade, onde turistas não devem ir com tanta frequência.

Voltamos para o centro de bike, percorrendo o Lincoln Park, até chegarmos novamente à Michigan Avenue, onde fomos à Cheesecake Factory e aproveitamos a loja Nordstrom Rack para fazer umas comprinhas. Esta é uma ótima loja de departamentos, que vende roupas e acessórios de grife por um preço excelente. São coleções passadas, as quais ganham descontos irresistíveis. Vale a pena conferir!

Pedalando por Chicago

Pedalando por Chicago

Também aproveitamos o final da tarde em um bar, o Bennigan’s, localizado na Michigan Avenue. Uma boa pedida para quem gosta de cerveja gelada e petiscos. Já deu para perceber que eu e meu noivo adoramos, né? Ainda mais em pleno verão norte americano…

Michigan Avenue

Michigan Avenue

Em nosso último dia em Chicago, fizemos uma corridinha de 6 km no lakeshore. Partimos de frente da Buckingham Fountain e seguimos sentido sul, passando pela Notherly Island, de onde tivemos uma visão maravilhosa da cidade e seus inúmeros prédios.

Chicago vista da Notherly Island

Chicago vista da Notherly Island

Também pedalamos pelas movimentadas avenidas da cidade e, por fim, fomos experimentar a famosa Stuffed Pizza, ou seja, pizza estufada. Da forma como os americanos são exagerados, principalmente, quando se trata de comida (as porções são sempre enormes), já se pode imaginar o que é uma pizza estufada, certo? Optamos por ir ao Giordano’s, considerada a stuffed pizza número 1 no mundo. O lugar é super agradável e tem bom atndimento, porém, a pizza demorou um pouco para chegar. Mas, levando em consideração o tanto que fica cheio, perdoamos a demora. Quando o garçom trouxe o nosso pedido, quase caí da cadeira! Explico o motivo por meio da foto abaixo.

Stuffed pizza

Stuffed pizza

Para mim, uma fatia é um almoço e jantar juntos! Tanto é que chegamos ao ponto de comer somente o recheio, de tão grande e bem servida! E o principal, uma delícia! Visitando Chicago, não deixe de experimentar. Faz parte do roteiro obrigatório pela cidade.

Ah, foi neste dia que conheci aquele serviço de transporte que falei neste post, o Lyft! Chamamos um driver para nos levar de volta ao hotel. Um barato!

No dia seguinte, pela manhã, deixamos Chicago com aquela certeza de quem um dia voltaremos. Meu noivo voltou para a casa dele, onde eu o encontraria ao final da minha viagem, e eu, mais uma vez, voltei para o Canadá, agora para visitar a melhor das cidades canadenses que conheci: Vancouver!

Chicago, voltaremos em breve!

Chicago, voltaremos em breve!

Volta ao mundo dos vinhos – Wine World Adventure

Em uma bela manhã de sábado, fiz um programa um tanto quanto inusitado: fiquei dentro de um motorhome, degustando o vinho oficial da Copa do Mundo, o Faces. Explico: fui com uma amiga conhecer a “casa rodante” de um amigo dela, que havia chegado, há poucos dias, de uma expedição de 2 anos e 3 meses. Ele, o pai e a irmã viajaram a bordo do motorhome, visitando os principais países produtores de vinho do mundo.

O motorhome!

O motorhome!

Trata-se da Wine World Adventure, aventura que ficou famosa mundialmente. Resumindo, o trio circulou por 34 países, percorreu 89.952 km, visitou 57 regiões vinícolas, sendo 162 vinícolas, e degustaram 2.951 vinhos. Tá bom ou quer mais?

Claro que aproveitei e bati um papo com Pedro Barros. A curiosidade é bastante e gostaria de saber alguns detalhes do dia a dia, desafios, enfim, conhecer melhor esta vida sobre quatro rodas.
Então, aqui vai um pouco desta aventura, que só me deixou com mais e mais vontade de viajar…

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Retalhos do Mundo (RM) – Pedro, me conte um pouco de onde surgiu a ideia de fazer esta expedição.

Pedro Barros – Meu pai é engenheiro e trabalhou por 35 anos na Usiminas. Lá, ele fazia palestras para funcionários e, certa vez, o tema foi ‘como realizar os sonhos de sua vida’. E meu pai sempre teve como hobby a degustação de vinhos. Assim, sempre teve, também, a vontade de ir à França e Itália aprender mais sobre a bebida. Então, questionei: – “Mas França e Itália? Você não fala nenhum dos dois idiomas”.

Naquela época, ele já estava planejando a aposentadoria, eu já trabalhava com fotografia e pensamos: – “porque não viajar mais?”. Daí, optamos por começar na Argentina e no Chile, pois lá se fala espanhol, mais fácil de entender. Além disso, tem vinícolas excepcionais, como em Mendoza, na Argentina. Decidimos: – “vamos primeiro para lá e depois vamos para a Europa”.

Começamos, então, a discutir: -“se formos para a América do Sul, temos que subir até a Califórnia também, pois alguns dos melhores vinhos estão lá”. E continuamos: – “Europa tem Hungria, com bons vinhos; tem os vinhos de sobremesa; o vinho do Porto, de Portugal. Aí o negócio foi crescendo, até chegarmos à ideia de fazer a volta ao mundo dos vinhos.

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RM – Como foi o planejamento da expedição?

Pedro – Foram três anos planejando, juntando dinheiro. Eu já trabalhava com publicidade e com fotografia. Então, a ideia foi unir as duas coisas: vinho e fotografia. Montei um projeto e fomos em busca de apoio e patrocínio. Então, conseguimos o apoio da Iveco, que nos deu o veículo. Na verdade, eles nos deram três chassis, sendo a cabine da frente e a parte de trás, mas sem nada, apenas o chassi. Fizemos, então, uma permuta com uma empresa que fabrica motorhome no Brasil.

RM – Mas aqui há mercado para a fabricação de motorhome?

Pedro – Este mercado no Brasil é muito fraco. Só existem duas empresas que fabricam no Brasil. Já nos Estados Unidos, Europa e Nova Zelândia é bem mais forte. Os países têm estrutura para isso, oferecem lugar para estacionar, descarregar, sistema de esgoto e água. Tem tudo!

Parece simples, mas dar uma volta ao mundo de motorhome não é fácil. Dá muito trabalho. Exige muito cuidado com o veículo: colocar água, gasolina, descarregar, lidar com problemas mecânicos. É realmente uma aventura. Se acaba a energia, perdemos comida. É preciso de um grande planejamento, pois você vai estar em um lugares que não conhece, que nunca viu na vida.

Interior do motorhome - dois quartos, copa/cozinha e toilet! Tudo o que uma casa precisa...

Interior do motorhome – dois quartos, copa/cozinha e toilet! Tudo o que uma casa precisa…

RM – Quando começaram a viagem?

Pedro – Saímos de Belo Horizonte em dezembro de 2011. A expedição em si, começamos em janeiro de 2012, por Florianópolis.

RM – No total, foi quanto tempo de viagem?

Pedro – Dois anos e três meses de viagem, sem parar. O tempo que parávamos, era o tempo que colocávamos o motorhome no navio para atravessar de um continente para outro, o que levava, em média, três semanas.

Na América do Sul, fizemos Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. Em Valparaíso, colocamos o veículo no navio rumo a Houston, nos Estados Unidos. E nós íamos de avião. Então, nesse período para o transporte do carro, éramos livres para fazer o que quiséssemos.

RM – Tipo férias da viagem?

Pedro – Isso! Após a América do Sul, eu fui para a França fazer um curso de francês. Minha irmã voltou para o Brasil para ver o namorado. Então, éramos livres. Um tempo para dar uma respirada.

RM – Como foi dividido o tempo da viagem? Quanto tempo em cada país ou continente?

Pedro – Levamos quatro meses na América do Sul / férias / quatro meses na América do Norte / férias / 11 meses na Europa / férias / depois África do Sul / férias / por fim, Nova Zelândia e Austrália.

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RM – Vocês foram à Ásia?

Pedro – De Ásia, fomos apenas à Turquia. Como a ideia era visitar os principais produtores de vinho, a Ásia ficou de fora, por não ser um país produtor. Apesar de que China é grande produtor, mas são vinhos de baixa qualidade. E, além disso, é muito longe. Então, não valeria a pena.

Mas, quando estávamos na Grécia, onde passamos por Athenas, Santorini, Mikonos, que é um barato, seguimos até Istambul, na Turquia. Chegando lá, fizemos questão de atravessar a ponte e chegar na Ásia, pois a cidade é dividida em duas. Uma parte na Europa e uma na Ásia. Então, colocamos os pés lá!

RM – E, ao visitar 34 países, como era feito com relação ao idioma? Vocês dominam o inglês?

Pedro – Eu e minha irmã falamos inglês, então, quanto a isso, na Europa foi bem tranquilo. Na Alemanha, por exemplo, todo mundo fala inglês. E eles falam de forma pausada, por não ser a língua oficial, o que ajuda muito. Lá me senti bem à vontade para conversar, fiz amigos… achei que seria o contrário.

Nos Estados Unidos, por incrível que pareça, foi mais complicado do que na Alemanha, pois, como é o idioma deles, as pessoas falam muito rápido e, às vezes, é difícil acompanhar.

Já o espanhol, nós falamos também. O francês eu comecei a estudar antes de viajar e, durante a viagem, fiz um curso em Paris, então, fiquei com uma base boa. Minha irmã tem uma base de italiano, pois ela já tinha feito aulas no Brasil. Já meu pai, lê muito bem o inglês, pois ele precisava da leitura no trabalho. Então, isso nos ajudou muito.

RM – Quais foram os principais desafios da viagem?

Pedro – O principal foi a convivência. Ficávamos 24h grudados. Por mais que seja família, foi difícil. Há intimidade demais. Porém, não seria possível fazer esta mesma viagem com amigos. Não aguentaríamos. É algo para se fazer em família mesmo. Mas a convivência é difícil, viu? Pensa você ficar direto grudado neles. Decidir tudo junto, como programação, rota, etc. Então, tinha hora que precisávamos fazer passeios sozinhos. Nas grandes cidades, por exemplo, eu saia sozinho, pois sou solteiro e queria aproveitar também para curtir.

E isso foi essencial, pois, durante a viagem, passamos muito tempo em cidades do interior, visitando as vinícolas, nas regiões rurais. Não tínhamos muita coisa para fazer. Às vezes, ficávamos duas semanas em regiões vinícolas. E, depois de conhecer diversas delas, vai deixando de ser novidade, íamos ficando um pouco entediados. Então, tínhamos que saber lidar com isso também.

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RM – E outros desafios? Passaram por alguns apertos?

Pedro – Claro! Quando saímos da América do Sul, a ideia era irmos para a Califórnia, Washington e Oregon, subindo a costa até o Canadá. Mas tivemos que ir para Houston, porque não seria possível levar o carro de navio até a Califórnia. Assim, precisamos então atravessar os desertos do Texas e de Nevada para chegar à Califórnia. Nessa viagem, entrou uma pedra no ventilador do veículo e perdemos o cooler, o que fazia o motor esquentar demais. E estávamos no deserto, em pleno verão. Então, imagina o calor.

Tivemos que atravessar três mil quilômetros, de Houston para a Califórnia. Fizemos a viagem em sete dias. Ou seja, perdemos muito tempo. E essa demora aconteceu devido à dificuldade para o envio da peça para consertar o carro. Durante a viagem, a Iveco era a responsável pela manutenção do veículo. Então, qualquer problema, ela nos socorria. Mas não existe Iveco nos Estados Unidos. Porém, a Fiat (à qual a Iveco pertence) comprou a Chrysler, que nos forneceria a peça, no entanto, não tinha Chrysler aonde estávamos. Foi preciso que a Iveco brasileira enviasse a peça do Brasil para a Califórnia para podermos trocar. E aí essa viagem demorou demais.

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RM – O que fizeram nesse meio tempo de conserto do carro?

Pedro – Pensamos em ir para o Canadá, mas, lá, as praias não são boas, o vento é muito forte, tanto é que um esporte muito praticado é o windsurfe. Até cheguei a procurar um professor de windsurfe para fazer umas aulas, mas não encontrei. Então, decidimos ir para Las Vegas. Alugamos um carro e andamos uns 1.000 quilômetros até lá. Ficamos uns seis dias em Vegas. Mas, no final, não tínhamos mais nada para fazer. Três dias naquela cidade você esgota. Então, aproveitamos o tempo para descansar, pois o perrengue da viagem foi cansativo.

RM – Frio, chuva… pegaram muito?

Pedro – Nossa, passamos um aperto. Conseguimos uma corrente para colocar no pneu do carro para andarmos na neve. Mas nem mexemos na corrente. Quando começou a nevar mesmo, estávamos em Paris. Então, estacionamos em um camping e ficamos curtindo a cidade e vendo a neve cair. Não quisemos ficar rodando muito com aquele tempo. Mas, alguns dias depois, tivemos que ir para Champagne degustar alguns vinhos. Caso contrário, não daria tempo de seguirmos nosso roteiro. Fomos a Bordeuax, Valle do Loire… A França tem muita região vinícola, então, fizemos toda a rota. Mas, no caminho para Champagne, passamos aperto na estrada, pois esse veículo é muito instável. Por ser alto, ele desliza muito facilmente. E não sabíamos colocar a corrente. Então, fomos de Paris a Champagne a 20 km/h, na neve e sem a corrente.

Outro perrengue foi na Nova Zelândia. Pegamos um tornado, com chuva de granizo. De repente, o céu ficou preto, não víamos nada a nossa frente. Isso foi na cidade de Cristchurch, a qual já foi praticamente dizimada, devido aos tornados. É uma região perigosa e o tornado apareceu do nada.

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RM – Em relação à segurança, houve algum caso referente a isso?

Pedro – Quanto à segurança, foi super tranquilo. Na Europa, Austrália e Nova Zelândia, ficávamos de porta aberta, sem problema algum! No Brasil, infelizmente, não podemos fazer isso. É impossível. Mas tivemos problemas de segurança sim, na Argentina e em Portugal.

Quando estávamos em Porto, em Portugal, íamos degustar alguns vinhos e, como não achávamos vaga para o motorhome, estacionamos o veículo em um lote vago e fomos fazer a degustação. Ao final, fui fazer umas fotos do pôr do sol maravilhoso e meu pai foi me acompanhar. Enquanto isso, minha irmã voltou para o carro. Quando ela chegou, o motorhome estava arrombado e levaram três laptops. Tivemos que comprar outros, pois era ferramenta de trabalho. Podiam até ter levado mais coisas, pertences nossos. Mas acredito que pegaram o que estava ao alcance, mais fácil de lavar.

Na Argentina, estávamos em Puerto Madryn, para fazermos mergulho com leões marinhos. Mas, na madrugada anterior, estávamos dormindo, e minha irmã ouviu um barulho de vidro, por três vezes consecutivas. Quando ela foi olhar, tinham uns três meninos batendo no vidro. Eles chegaram a quebrar o vidro, para tentar entrar. Mas acabaram não entrando. Em questão de segurança, foram esses dois casos.

RM – Como era a estrutura para motorhome nos países visitados? Toda cidade tinha lugar para parar para dormir? Por exemplo, onde deixavam o carro durante as noites em Nova Iorque?

Pedro – Sempre pesquisávamos antes a estrutura das cidade que íamos visitar. Em NY, deixávamos o carro em New Jersey, cidade bem próxima. E íamos para NY de metrô, fazíamos nossa programação, como ir a um jogo do US Open, já que o tênis é uma de nossas paixões, e depois voltávamos para New Jersey. Em cidades grandes era sempre mais difícil de parar. Mas diversas delas tinham ótima estrutura com campings e tudo que precisávamos.

O nosso motorhome não é dos maiores, como os americanos, que são enormes, e nem pequenos como os da Europa. É um tamanho intermediário. Então, passamos aperto na Europa, pois não tinha tanto lugar para parar um carro daquele tamanho.

Horácio e Pedro

Horácio e Pedro

RM – Faziam comida em ‘casa’ ou comiam na rua?

Pedro – No começo, comíamos muito em restaurantes. A ideia de comer fora era muito para conhecer a comida típica de cada local, harmonizar com vinho. Mas tem hora que você cansa de comer todos os dias fora. Além de ficar muito caro. Então, às vezes fazíamos uma comidinha em casa.

Eu e minha irmã cozinhamos alguma coisa, mas meu pai não mexe no fogão. Ele entende de vinho e gosta de comer bem. Mas, para a cozinha, íamos eu e minha irmã. Fazíamos comidinhas leves para harmonizar com vinho branco, como um salmão, por exemplo.

RM – Durante a viagem fizeram cursos sobre vinhos?

Pedro – Meu pai já tinha feito um curso, 15 anos atrás, com o Renato Costa, um sommelier de BH. Ele sempre estudou tanto e aprendeu tanto sobre vinhos, que a vivência dele, ainda mais após a viagem, foi o maior aprendizado. Eu aprendi muito com ele. Degustamos quase 3.000 vinhos. O negócio é saber comparar um com o outro mesmo!

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RM – Você e sua irmã revezavam com seu pai na direção?

Pedro – Sim, eu revezava. Minha irmã dirigiu uma vez na vida, em uma ocasião que precisávamos ir bem devagar, pois o veículo é muito grande. Era uma estrada de rípel, tipo um pedregulho, muito comum na Argentina e no Chile, que exige que vá muito devagar. Foi uma viagem demorada, pois fomos do início da Patagônia até Ushuaia, a cidade mais austral, nesta estrada. E, antes de chegar a Ushuaia, ela dirigiu um pouco. Mas, depois, nunca mais.

Mas eu e meu pai revezávamos sempre. Porém, em cidades muito grandes e movimentadas, como San Francisco ou Nova Iorque, eu não tinha paciência, pois o motorhome é muito grande. Em cidades muito pequenas também não é fácil, como as cidadezinhas europeias, as da Itália, principalmente. Mas, na estrada eu achava uma beleza. Nas autoestradas americanas eu dirigia bastante.

Eu dirigi muito nas Américas do Sul e do Norte, onde tínhamos que correr mais, pois era preciso percorrer maiores distâncias em menos tempo. Já na Europa, onde ficamos quase um ano e os países são pequenos e muito próximos uns aos outros, tínhamos mais tempo e podíamos fazer com mais calma.

RM – Vamos a uma pergunta difícil: qual país você mais gostou?

Pedro – Essa é difícil mesmo, assim como me perguntar qual o melhor vinho.
Mas eu gosto muito de natureza. Sou do tipo que prefiro ir para Miami e San Diego, que são cidades litorâneas e de praia, do que ir para Nova Iorque bater perna. Gosto também, não vou negar. Mas prefiro lugares mais calmos. Viagem para mim é para relaxar, descansar.

Se você me perguntar onde eu voltaria, com certeza, um dos países é a Nova Zelândia. Lá é um lugar que a paisagem é incrível, você vê de tudo: montanha, neve, frio, calor, lago, rio, cachoeira. E é tudo muito verde. Um país muito preservado. Gostei também da Eslovênia e da costa da Croácia. A Itália é lindíssima também.

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RM – Já que você deu a deixa, outra pergunta difícil: qual foi o melhor vinho? Não precisa falar o nome, mas me diga as melhores regiões!

Pedro – Temos vários bons vinhos. Mas alguns que marcaram foram o syrah, da Austrália; um na Patagônia, chamado Noemia. Tem o Wabs one, na Califórnia; o Cheval Blanc, na França. Nossa, tem muita coisa boa. Difícil falar um melhor.

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RM – Depois de viajar tanto, você tem vontade de ir para mais algum lugar?

Pedro – Nossa! Agora que eu tenho ainda mais vontade de viajar! Quero ir aos países que não fomos durante a expedição. Quero conhecer a Ásia. Li o livro Laowai (gringo, em mandarim), da Sônia Bridi. Ela conta sobre a experiência dela na China, e a leitura me deixou com muita vontade de conhecer o país.

Quero ir aos países nórdicos, como a Noruega. E também Tailândia, Alaska, Hawaii e México.

RM – O que vão fazer agora com o motorhome?

Pedro – Estamos com vários projetos em andamento. Estamos produzindo um livro sobre a viagem. Será um livro fotográfico, em que vamos contar a história por meio de imagens. Pretendemos lançar no segundo semestre.

No mais, o carro é nosso, então, é para laser do meu pai. Ele está agora com a Escola Itinerante de Vinhos. Assim, ele pode ir com o carro para o interior, locais que não têm infraestrutura para aulas. Tem muitas pessoas interessadas em aprender sobre vinho, mas não tem local e nem um sommelier para isso. Agora, usamos o motorhome para este fim. Levamos as taças, os vinhos e oferecemos o curso, com duração de dois dias, sendo 4h por dia. Ele ensina e eu o auxilio.

Motorhome agora dá espaço à Escola Itinerante de Vinhos

Motorhome agora dá espaço à Escola Itinerante de Vinhos

Bom, é isso! Aqui está um pouquinho desta aventura maravilhosa! Imaginem que bagagem eles trouxeram!?! É o que eu sempre digo: pare de gastar e vá viajar! Este é um aprendizado e uma riqueza que ninguém pode nos tirar nunca!

O que mais posso dizer? Acho que apenas parabenizar ao sr. Horácio Morais Barros e aos filhos Pedro Henrique Barros e Natália Vieira Barros pela expedição, pela coragem, engajamento e disponibilidade de compartilhar essa história com a gente! A eles, um brinde (com vinho, claro) de muito sucesso!

E lógico que, depois de passar uma manhã ouvindo essas histórias assentada na ‘sala de jantar’ do motorhome, apreciando um bom vinho, já comecei a matutar e trocar mensagens com meu noivo, planejando uma viagem a dois, a bordo de um motorhome. Ainda nem sei quando vamos, mas já estou contando os dias!

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