Mount Shasta é pura magia

A princípio, a viagem era para ver de perto o famoso Mount Shasta, vulcão localizado no norte da Califórnia, segundo maior pico da Cascade Range, cadeia montanhosa que vai do Canadá até a Califórnia. A expectativa pela neve também era grande, uma vez que, nesta época, o frio já aperta nessa região do estado. Mas, nos dias antes da viagem, a previsão do tempo veio me desanimando com relação à neve e, para confessar, também ao vulcão, já que a chuva dominava a área e avistar uma montanha altíssima em dias chuvosos é impossível. Mas, cancelar a viagem estava fora de cogitação.

No trajeto de Walnut Creek até Shasta, duas paradas se fizeram obrigatórias: a primeira delas no outlet em Vacaville, para aproveitar os descontos da Black Friday; e, a segunda, no Casino Rolling Hills, onde ganhamos uns trocadinhos que, lógico, foram gastos na viagem.

Quase chegando lá, vi que, realmente, ver o vulcão não seria possível daquela vez. O frio estava demais e a chuva também. Mas nada disso atrapalhou a viagem. O lugar é uma graça! A cidade é bem pequenininha (3400 habitantes), com uma rua principal no centro. Ficamos no Shasta Inn hotel, super aconchegante, bem no estilo do local, com paredes de madeira, lareira e bom atendimento. À noite, um show de jazz ao vivo atraiu – acho que todos – os turistas do local para o nosso hotel! De dia, conhemos as cidadezinhas da região, como Dusmuir e Weed, visitamos o Lake Siskiyou e, claro, durante todo o tempo, aproveitamos para experimentar a gastronomia da cidade. Quem passar por lá não pode deixar de tomar café da manhã no Lily’s, de provar a comida mexicana do Casa Ramos e nem de provar as delícias do Mount Shasta Pastry. À noite, o ‘point’ é o Vet’s Club, o bar mais antigo da cidade e, segredo, parece ser o único. Vale a pena conferir.

Mas, o ponto alto da viagem foi quando, de teimosos, insistindo em ver o pico do Mount Shasta naquele restinho de esperança, pegamos o carro e fomos subindo a montanha, com uma neblina super forte nos acompanhando. Mais lá para cima, começamos a ver gelo nas matas ao redor da estrada. Continuamos até nos depararmos com a pista encoberta pela neve, assim como toda a vegetação. Paramos para tirar algumas fotos e a neve voltou a cair. Ficamos por lá curtindo-na um pouco, já que não poderíamos subir mais, por estarmos sem corrente nos pneus do carro e também por sabermos que não veríamos mesmo o Mount Shasta por inteiro. Mas, também, quem quer ver algo mais estando diante deste espetáculo da natureza?

10428521_933647200013270_3542958836346375475_n

Thanksgiving – entenda como surgiu a data mais especial para os americanos

Ter um dia para agradecer… particularmente, acho que agradecer é tarefa constante em nossas vidas, seja ao próximo ou a Deus. Eu vivo agradecendo, por tudo e a todos a todo momento. Mas, aqui, o agradecimento tem uma conotação um pouco diferente. Como disse anteriormente, trata-se do agradecer pelas colheitas do ano que vem chegando ao fim.

Mas, como tudo começou? Bom, a história diz que, em setembro de 1620, um navio, chamado Mayflower, saiu de Plymouth, na Inglaterra, com 102 viajantes a bordo. Eles vieram para a América do Norte em busca de liberdade, para que pudessem praticar suas religiões sem serem perseguidos. Os pelegrinos, como eram chamados, chegaram 66 dias após a partida e atracaram onde hoje é o estado de Massachussetts. Lá, começaram a trabalhar e a plantar, dando início à nova colônia de Plymouth. Porém, eles chegaram em pleno inverno e muitos deles morreram de doenças contagiosas e de fome. Pouco tempo depois, na primavera, os pelegrinos que restaram foram recebidos por nativos indígenas, que os ensinaram a plantar, colher, pescar e caçar.

Thanksgiving

Um ano depois, em novembro de 1621, a população de pelegrinos tinha voltado a crescer e as plantações haviam sido um sucesso. Foi então que o governador da vila organizou um grande banquete para todos, nativos e pelegrinos, como ato de ação de graças. Tal ato começou a ser celebrado todos os anos, até que, em 1863, o então presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, declarou feriado nacional na quarta quinta-feira de novembro.

Então, ano após ano, as famílias se reúnem diante de um belo banquete que, tipicamente, é composto por peru assado com recheio de farofa, purê de batatas com molho à base do caldo do peru, tortas de abórbora e de nozes pecan, batata doce, vagem, milho e compota de cramberry. Na quinta-feira vou experimentar e conto para vocês! Happy Thanksgiving!!!

free-thanksgiving-banner-printable-decorations

Thanksgiving, o dia de agradecer!

Muitas pessoas já ouviram falar do Thanksgiving, celebrado nos Estados Unidos e no Canadá. No Brasil, é chamado de Dia de Ação de Graças, ou seja, o dia de agradecer pelos bons dias vividos no ano que está chegando ao fim. A data é sempre comemorada na última quinta-feira de novembro e é também conhecida como ‘Harvest’, em português, ‘colheita’, o que vem de encontro com a proposta do agradecimento, uma vez que o final de novembro – outono, no hemisfério norte – é quando já foram encerradas as colheitas. Momento, então, de agradecer pelos alimentos.

thanksgiving-362910_1280

É por isso que as mesas das casas norte americanas ficam tão fartas, sem faltar, é claro, o Turkey (peru), com seus acompanhamentos, sobremesas, bebidas e appetizers. Parece até Natal! Mas, para os americanos, é ainda mais importante. Sempre que perguntamos a eles qual é o feriado favorito, a resposta é quase unânime: Thanksgiving!

Decidi perguntar à minha querida professora de inglês qual o motivo para ele ser tão preferido assim, vencendo o nosso tão celebrado Natal. E ela me respondeu de forma simples e clara: “o Natal é celebrado por Cristãos e, nos Estados Unidos, por ser um país tão multi-cultural, com diversas religiões, o Thanksgiving acaba se tornando o favorito, pois ele não tem a ver com religião e, sim, com o agradecimento ao próximo, com a união das pessoas queridas para agradecer e celebrar o ano que está encerrando.

Então, na próxima quinta-feira (27), comemorarei o primeiro Thanksiving da minha vida. Como adoro reuniões familiares, não me resta dúvidas que se tornará especial para mim também, apesar que, de antemão, já digo que o Natal será sempre o meu favorito!

turkey-dinner-636

* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

Bubba Gump, o melhor dos restaurantes temáticos de San Francisco

Sabe aquele restaurante que você vai pela primeira vez e se apaixona? Não só pela comida (que nem foi o ponto alto a meu ver), mas pela ambientação e temática! Foi assim que aconteceu na minha primeira visita ao Bubba Gump Shrimp Co., em Monterrey, na Califórnia. Na realidade, trata-se de uma grande rede, com lojas em diversas cidades norte-americanas e também fora do país, como Hong Kong, Londres, Kuala Lumpur, Tokyo e outras.

Bubba_Gump_US_Monterey

Dizem que a vida imita a arte e foi isso que inspirou o grupo a inaugurar o restaurante de frutos do mar baseado em um dos filmes mais incríveis da história do cinema: Forrest Gump, estrelado por Tom Hanks. Quem assistiu se lembra que o melhor amigo de Forrest, o Bubba, era apaixonado por camarões e, após ele morrer, Forrest presta uma homenagem ao amigo ao criar a Bubba Gump Shrimp Co.

Pegando carona no sucesso do filme, a rede começou sua história justamente em Monterrey, em 1996, e, de lá para cá, não parou mais de crescer. A decoração encanta logo na entrada, nos dando a sensação de estarmos no set do filme, devido às réplicas de objetos de Forrest, como mala, sapatos, camisas, etc. As telas espelhadas pelo salão, claro, são preenchidas pelo filme Forrest Gump. Para que o garçon vá a sua mesa, basta deixar à vista a placa escrita ‘Run, Forrest, Run’. Para desmontrar que está satisfeito, a placa ‘Stop, Forrest, stop’ faz as vezes. Aliás, ficar satisfeito no Bubba Gump é tarefa simples, vide o tamanho dos pratos, sempre bem servidos.

O cardápio é bastante variado, quase todo composto por frutos do mar e com opções para todos os gostos. Mas, vamos assumir que o camarão é a estrela do local, aparecendo nas formas assada, frita, salgada, doce, e por aí vai! Isso sem contar com a loja, onde se pode comprar diversos itens referentes ao filme!

IMG_7602

Walnut Creek, minha nova cidade

Três meses após minha chegada, posso dizer que estou, parcialmente, ambientada. A saudade ainda aperta e me faz saber que o Brasil é, definitivamente, o meu lugar! No entanto, eu vim por livre e espontânea vontade e vou seguindo super feliz com minha nova vida, cheia de descobertas e aprendizados.

Moro em uma cidade linda, segura, limpa e com pessoas educadas. Até o nome é uma graça: Walnut Creek, traduzindo, riacho de nozes, representado, logicamente, por um riacho que percorre boa parte da cidade e por inúmeros esquilos que aqui vivem, comprovando que, por aqui, tem nozes!

Aqui os dias são lindos, sem uma nuvem no céu. Agora estamos em pleno outono, com as folhas das árvores mudando de cor, temperaturas baixando, indo dos 9 aos 18 graus Celsius, e a noite chegando mais cedo, por volta das 17h30! Uma deliciosa forma de nos prepararmos para a chegada do inverno!

Árvores vermelhas! Mais lindo outono do mundo!
Típico outono norte-americano!

Na cidade, as ruas são largas e arborizadas. O centro, minha nossa! Segura o bolso! O Broadway Plaza, shopping center daqui, é a céu aberto e traz lojas como Neyman Marcus, Apple, Coach, Sephora, Victoria Secret, Bare Minerals, entre outras. Além disso, lojas como Forever 21, Macy’s, Nordstrom e Target também estão por aqui! Percebo que muita gente de cidades vizinhas vem a Walnut Creek para compras ou até mesmo para aproveitar a noite agitada e a infinidade de restaurantes. Um receptivo e tanto, não é mesmo?

Simpática pracinha no centro de Walnut Creek
Simpática pracinha no centro de Walnut Creek

Quem for visitar São Francisco, vale a pena pegar o carro e conhecer as cidades da Bay Area, lindas, aconchegantes e com diversas atrações, a começar pela Bay Bridge, a ponte que divide San Fran da região! Mapa nas mãos e divirta-se!

Halloween nos EUA

No Brasil, Dia das Bruxas. Em inglês, Halloween! Todo mundo já ouviu falar e alguns, já até comemoraram em festas realizadas, principalmente, por escolas de inglês. Mas, a realidade é que o Halloween se tornou uma das festas mais tradicionais e culturais nos países anglo-saxônicos, em especial, os de língua inglesa como Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda e Canadá. E, hoje, na aula de inglês, aprendemos um pouco sobre esta festa tão adorada pelos norte-americanos e venho compartilhar com vocês!

A palavra Halloween teve origem na Igreja católica.
 Vem da celebração do dia 1 de novembro, o Dia de Todos os Santos.
 Sendo assim, Halloween é uma versão encurtada de “All Hallows’ Even” (Noite de Todos os Santos), ou seja, a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows’ Day). A data marca, também, o fim oficial do verão e o início do ano-novo céltico.

Mas, você deve estar se perguntando: se é um dia de santos, porque vestir roupas assustadoras?

A parte tenebrosa do Halloween veio dos Celtas, que associavam a chegada do inverno com morte e espíritos. Reza a lenda, que os espíritos dos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir. Então, os celtas acreditavam que, para evitar que isso acontecesse, bastava que eles se vestissem de maneira assustadora, a fim de espantá-los ou fazê-los pensar que aqueles corpos já estavam possuídos. Surgia assim o Halloween, que, na sequência, ganhou diversos símbolos como bruxas, esqueletos, corujas, gatos negros, fatasmas…

As abóboras cortadas e iluminadas com uma vela, chamadas de Jack O’Lantern,
 eram feitas para espantar os espíritos de casa. Hoje, a criatividade corre solta para a customização das abóboras, que podem ser compradas nos chamados Pumpkin Patch, espaços montados especialmente para vender o produto, em diversos tamanhos! (A da foto abaixo foi feita pela minha cunhada, em homenagem ao San Francisco Giants, time de baseball que vem apresentando excelentes resultados no World Series, principal campeonato do país!)

10169196_10204781630482851_1172746770225679113_n

Há ainda a brincadeira Trick or Treat (doce ou travessura), também introduzida pelos irlandeses, que, naquela época, iam de porta em porta, angariando comida para as festas de Halloween em suas vilas. Hoje, as crianças vão às ruas fantasiadas e pedem doces a seus vizinhos. Caso eles não tenham nada para oferecer, devem fazer uma travessura. É comum, no dia 31 de outubro, ver crianças voltando para casa com uma infinidade de doces nas mãos!

Mas, confesso que, desde que cheguei (agosto), o que mais tem me impressionado é ver como a data movimenta o comércio. Lojas temporárias são montadas para vender fantasias, cardápios de bares e restaurantes se enchem com novas receitas feitas com abóboras, supermercados vendem abóboras e itens de decoração aos montes, cafeterias lançam cafés que levam abóbora na receita, sorvetes de pumpkin, programas de rádio comentam sobre o assunto, e por aí vai!

Claro que, como estou nos Estados Unidos, não vou deixar a tradição passar em branco em meu primeiro ano por aqui! No dia 31 de outubro, vou a uma verdadeira festa de Halloween, em San Francisco, com direito a fantasia e maquiagem! Vamos ver o que vai dar! Spooky!!!

Pumpkin Patch

Pumpkin Patch

* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

Welcome to Califórnia

Carinhosamente chamada Cali pelos moradores e admiradores, a Califórnia é um estado norte-americano, localizado na costa oeste do país, ladeado pelo oceano Pacífico. Mas, isto, muita gente sabe. O que a maioria não conhece é a história do estado, que foi colonizado pelos espanhois e passou a ser controlado pelos mexicanos em 1821, após a independência mexicana da Espanha. No entanto, a partir de 1830, um grande número de americanos passou a se instalar na região, desencadeando a guerra mexicano-americana, a qual resultou na vitória dos norte-americanos, em 1848, quando a Califórnia passou a fazer parte dos Estados Unidos.

Hoje, o estado é o mais populoso e onde estão localizadas quatro das 20 maiores cidades do país: Los Angeles, San Jose, San Diego e San Francisco. E engana-se quem pensa que uma delas é a capital. Muitos acreditam ser L.A. Outros, nomeiam San Francisco como a sede do governo californiano. Mas, na verdade, este título pertence a Sacramento, outra grande cidade do Golden State.

Ah! Claro! Golden State é um cognome do estado. Mas, até hoje não se sabe se tal cognome se deve à quantidade de ouro que aqui existia, ou à cor dourada da terra e da relva, ou, ainda, ao clima da região, quente e ensolarado em boa parte do ano.

A verdade, eu não sei. Só sei que estou adorando viver aqui e, cada dia mais, conhecendo o que a Cali tem a nos oferecer. E claro, vou contando tudo por aqui!

Bay Bridge

Bay Bridge conecta San Francisco à Bay Area

E você, tem medo da imigração?

Tem quem arrepie só de pensar na entrada em um outro país. Os medos vão desde o idioma – “será que vou entender o que me perguntarem?” ou “será que vou me fazer entender?” – até o medo de ter a entrada negada. Sim, isso pode acontecer! Ter um visto em mãos não significa que a entrada está garantida. Isso é decidido somente no momento da sua chegada aos Estados Unidos, durante a imigração, que é feita na primeira cidade na qual o avião aterrissa e acontece porque a lei de imigração americana requer que os funcionários vejam qualquer pessoa como um imigrante em potencial, até que seja provado o contrário. É por isso que exigem provas de vínculos com o país de origem e provas de renda para arcar com a viagem.

Tais provas, além de serem apresentadas na solicitação do visto, também podem ser cobradas na chegada aos Estados Unidos. Por isso, tenha com você, na bagagem de mão, uma pastinha com as reservas de hotéis, passagem de volta, seguro de viagem, documentos que demonstrem vínculo com seu país e provas de renda. Aqui vale todos aqueles documentos levados para o visto, ok? Nunca precisei mostrar nada, mas… o seguro morreu de velho! Então, melhor prevenir!

Mas a chegada é assim: você enfrentará uma loooonga fila e, finalmente, será chamado em um guichê, onde o agente vai pedir seu passaporte e o formulário da alfândega preenchido (este é entregue durante o voo). Em seguida, fará uma série de perguntas, como: qual o motivo da sua viagem, quanto tempo vai ficar, onde vai se hospedar, se está viajando sozinho, se conhece alguém ou tem parentes nos Estados Unidos, quanto levou de dinheiro, o que faz no Brasil, se já esteve antes nos Estados Unidos e outras questões do tipo. Às vezes, podem ser muitas e outras vezes podem ser poucas perguntas. Mas a dica é: seja simpático, responda somente ao que te perguntarem, só apresente documentos extras se te solicitarem e diga a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade! Eles são espertos e parece que têm um radar embutido na cabeça que detecta suas intenções. Estando com tudo ok, não há porque ter medo. Ah, e se o inglês for o problema, basta pedir um tradutor.

Eu concordo que dá, sim, um alívio quando vemos um carimbo em nosso passaporte com a aprovação da entrada e a data limite que podemos permanecer no país (geralmente, seis meses para turistas)… então, entre e seja feliz!

Passport immigration stamp

O que levar na mala para os EUA?

Sabe quando você vai mudar de casa, para uma bem menor, e dá aquele aperto só de pensar no tanto de coisas que terá que deixar para trás? Foi mais ou menos isso que senti quando comecei a organizar minhas coisas para vir para os Estados Unidos. Minha vontade era pegar o meu quarto e colocar dentro de uma mala. Mais especificamente, minhas roupas, sapatos e acessórios. Porém, o limite de bagagens nos voos está bem longe disso. Geralmente, podemos trazer conosco duas malas de 32 kg cada, uma mala de mão e um item pessoal, que é uma bolsa ou uma mochila pequena. No meu caso, a vontade era trazer um container dentro do avião. Porém, quando pensamos na variedade de produtos que vamos achar por aqui e nos preços incríveis, mudamos de ideia rapidamente e logo acreditamos que, quanto menos, melhor!

Como vim por tempo indeterminado, usei todo meu limite de bagagem com minhas roupas favoritas e, principalmente, porque, centopeia que sou, trouxe praticamente todos os pares de sapatos (outros virão aos poucos, com as visitas que passarem por aqui), mesmo porque, calçado não é o forte nos Estados Unidos…

No quesito roupa, a dica é: economize no espaço e não economize no bolso. Para os que gostam de comprar, uma mala de mão é o ideal e, chegando aqui, você se abastece de roupas e malas novas. Já cheguei ao ponto de trazer apenas uma bagagem de mão para uma viagem de um mês e vim vestida com roupas, sapato e bolsa que não queria mais, os quais deixei no hotel e comprei tudo novamente.

Ah, importante lembrar que a Receita Federal impõe limites de itens e valores para compras no exterior (sempre bom checar no site para evitar altas taxas no retorno ao Brasil). No entanto, produtos pessoais, como de higiene e roupas que serão usados na viagem, não entram na contagem. Sendo assim, tire as etiquetas de todas as roupas, sapatos, etc. e esteja pronto para essa avalanche de compras.

E não volte de malas vazias para não se arrepender depois!

malas_bagagem

Como comprar passagens aéreas baratas

A compra das passagens, para mim, é o melhor momento da preparação de uma viagem. É aquela hora que falamos: “agora eu vou mesmo! Já tenho até data marcada!”

Mas, assim como a fase do visto, ela exige muita pesquisa. Reza a lenda que, quanto antes compramos, melhor preço pagamos e, comigo, tem funcionado muito bem desta forma. Como são viagens longas e programadas para um determinado período, o melhor mesmo é não deixar nada para última hora. As vezes surgem promoções incríveis, com preços excelentes, mas, quando olhamos a data, é para daí a duas semanas. Ou seja: praticamente impossível! Então, acredito que olhar com uns seis meses de antecedência é o ideal.

Para pesquisar os melhores preços, vale entrar em sites que fazem buscas de passagens e checar as companhias aéreas que oferecem os menores valores. Mas, geralmente, estes sites cobram taxas de serviço. Então, para evitá-las, basta entrar no site das companhias apontadas nas buscas e pronto! Não haverá as taxas de serviços. O bom mesmo, na verdade, é contar com o auxílio de agentes de viagens. Para adquirir apenas das passagens aéreas, eles nos vendem pelo mesmo valor que se comprarmos direto com as cias. e ainda conseguem cotações melhores do que nós, leigos viajantes. Além do mais, caso tenhamos problemas com voos ou precisemos mudar a data da viagem, eles nos auxiliam em tudo, até colocar novamente nossa viagem nos trilhos. É uma segurança a mais que temos.

Aliado à passagem, outro importante detalhe é contratar um seguro de viagem, que vai te proteger caso fique doente, necessite de alguma emergência ou, até mesmo, tenha a mala extraviada. São circunstâncias que jamais queremos que aconteçam, mas que devemos sempre estar resguardados. Então, bora pesquisar? Bons preços de passagens para os Estados Unidos é o que não faltam. Até mesmo para a longínqua Califórnia, onde já iniciei vida nova!

1